Fabricantes de máquinas reclamam de prejuízo com alagamentos na Expointer

Os números finais das vendas do setor de máquinas na 36ª Expointer serão divulgados ainda neste domingo, mas algumas empresas que estão no parque não terão as melhores lembranças de 2013. O espaço destinado a esses expositores foi um dos mais afetados pelos alagamentos registrados no Parque Assis Brasil durante a feira. No início da semana, 39 dos 127 estandes chegaram a ter as atividades interrompidas por conta do aumento no nível do arroio Esteio, que passa nas proximidades do parque. O setor tem grande peso nos números finais da feira, cuja expectativa para este ano é superar os R$ 2,5 bilhões. Segundo o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), até o sexto dia de feira as vendas de equipamentos chegaram a R$ 1,723 bilhão, pouco abaixo do resultado final de 2012, que foi de R$ 2,022 bilhões.

No entanto, o otimismo não foi a tônica em diversos estandes. Na indústria de implementos agrícolas Vence Tudo, o prejuízo virá de duas formas. Aberto em apenas quatro dos nove dias da feira, o supervisor de marketing da empresa, Charles Teixeira, estima um resultado 80% abaixo do ano passado. Além de vender menos, muitos dos equipamentos trazidos ao parque ficaram debaixo d’água e terão que passar por revisão quando voltarem para a unidade de produção, no município de Ibirubá.

– Para fazer isso, a gente tem que parar a produção. É um trabalho enorme – comenta Teixeira, que há 15 anos participa da feira em Esteio.

No estande da Ipacol os problemas foram semelhantes. Menos afetado que o dos concorrentes, a empresa de Veranópolis teve quatro dias de funcionamento parcial na Expointer. Mesmo assim, o gerente de pesquisa e desenvolvimento da indústria, Carlos Antoniolli, acredita em um resultado 20% menor que o de 2012 por conta dos contratempos. As 14 máquinas que foram atingidas pela água também precisarão passar por revisão.

– Mexer no produto gera um inconveniente. Revisar uma máquina leva mais tempo que fabricar uma nova – comenta Antoniolli.

Na sexta, uma reunião com representantes dos estandes afetados pelas chuvas resultou em um documento que foi encaminhado ao Simers e ao governo do Estado. No ofício, eles fazem pedidos por melhorias na estrutura no espaço.

– Em função dessas notícias, muita gente suspendeu as visitas. No fim, mesmo quem não teve o estande fechado também foi afetado – comenta.

Fonte : Zero Hora

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