Extensão rural para povos e comunidades tradicionais

Fotos: Rony Sousa/MDA

Iran Neves, representante do povo Xukuru do Ororubá, de Pernambuco participa do debate sobre Ater

Representantes de diversos povos e comunidades tradicionais estão reunidos, em Brasília, para estabelecer estratégias e ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).  Até o dia 31 de março, eles trocarão experiências e vão contribuir na elaboração de uma política de Ater que promova um desenvolvimento rural justo, sustentável e solidário.

A abertura do evento, nesta terça-feira (29), contou com a participação de várias autoridades. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, esteve presente e, na ocasião, elogiou a participação dos mais diferentes povos e comunidades na elaboração de uma política de Ater que atenda a todos, sem distinção.  Durante sua fala, Patrus disse que o governo trabalha para apresentar nos próximos meses o Plano Safra 2016/2017, que terá a Ater como um dos destaques.  “Nós já estamos discutindo alguns dos pontos estratégicos, e um deles é a assistência técnica”, destacou o ministro ao falar que um dos grandes objetivos do governo federal para 2016 é consolidar a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

O ministro ressaltou ainda a importância de estimular a agricultura familiar por meio da criação de agroindústrias, da agroecologia e da compra de alimentos, via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Nós entendemos que o desenvolvimento da agricultura familiar, especialmente dos povos e comunidades e populações tradicionais, é fundamental para a produção de alimentos saudáveis que efetivamente promovam a saúde na vida das pessoas”, frisou.

Na avaliação do coordenador geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, o evento marca um momento importante, onde o MDA tem buscado investir mais em Ater para os povos e comunidades tradicionais, dentro do âmbito da agricultura familiar.  “O ministério tem se empenhado cada vez mais. A gente sabe que a Ater contribui para a produção de alimentos saudáveis, por parte dos povos e comunidade tradicionais, com destaque muito grande para a segurança e soberania alimentar dessa parcela da população”, disse.

Diversidade

Participam do encontro, representantes dos mais diversos povos e comunidades tradicionais de todo o país.  Iran Neves veio como representante do povo Xukuru do Ororubá, de Pernambuco.  Assim como os outros participantes ele veio falar sobre a experiência e as necessidades de sua comunidade.  Para ele, o mais importante, é a diversidade reunida na elaboração de uma politica publica de Ater.   “É uma oportunidade de trocar saberes, formar essa grande aliança de conhecimento e solidariedade entre os povos, e, ao mesmo, tempo discutir e encaminhar algumas estratégias que são importantes para a implementação do projeto de vida desses povos”, destacou.

Segundo ele, o trabalho, em conjunto com o governo, vai permitir a elaboração de uma politica de Ater em concordância com a realidade e necessidade dos povos e comunidades tradicionais. “É muito interessante pautar o Estado, principalmente com princípios que norteiam as formas de vida desses povos”, concluiu. 

2ª Cnater

O encontro faz parte da rodada de conferências temáticas da 2ª Conferencia Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (2º CNATER), a ser realizada entre os dias 31 de maio e 03 de junho. A 2º CNATER é uma realização do MDA sob a coordenação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

Adolfo Brito
Ascom/MDA

Fonte : MDA

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