Exportação – Maggi disse a empresários na Bélgica que quer aumentar vendas para a Comunidade Europeia

Do ministro Pieter de Crem, teve promessa de apoio à candidatura ao Codex

É possível ampliar produção sem usar áreas de floresta, disse Maggi (Mapa/Divulgação)

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que está em Bruxelas (Bélgica), disse, nesta sexta-feira (27),que a agricultura vai ajudar o país a voltar a crescer. “O Brasil tem 9,6% do mercado europeu e queremos ampliar essa participação. Estamos muito interessados em continuar ampliando nossos negócios. O país vive uma crise econômica profunda e precisa sair rápido dessa posição”, declarou Maggi, que vem tendo reuniões com empresários e políticos da União Europeia.

Na Câmara de Comércio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira, o ministro comentou que o Brasil tem condições de ampliar a produção agrícola sem utilizar novas áreas da Floresta Amazônica. “A própria legislação brasileira determina que nós não ocupemos mais áreas da floresta”, frisou.

Floresta Amazônica

“Tive a oportunidade de ir ao Parlamento Europeu, de conversar com os parlamentares e de mostrar o que temos conseguido fazer nesses últimos anos. Nosso progresso é evidente, mas muitas vezes pouco reconhecido”, enfatizou o ministro. “As pessoas não conhecem muito bem o que estamos fazendo e precisamos divulgar, mostrar que o Brasil não é um país isolado, que faz parte do complexo sistema global de produção, com suas regras econômicas e políticas”.

“Há uma preocupação ambiental, ação e atitude do governo e dos brasileiros que, assim como a população mundial, defendem também a Amazônia. Não significa negar problemas e sim de agir. Tenho dito que o Brasil não deve e não tem do que se envergonhar ou deixar de falar o que faz. Vamos preservar o que deve ser preservado, o que é muito importante para a estabilização do clima mundial”.

Comércio livre

Maggi, que também esteve com o ministro do Comércio da Bélgica, Pieter de Crem, nesta sexta-feira, disse ter uma “posição muito clara” em relação às trocas bilaterais. “Vivo num ambiente muito competitivo e entendo que o mesmo contêiner que leva batata traz o frango. E o que leva a pera tem que trazer outra coisa”. São dois produtos (pera e batata) que os belgas têm interesse em exportar para o Brasil. “Tenho estimulado que nós, enquanto governo, criemos as condições necessárias para o comércio”.

O ministro foi questionado sobre a infraestrutura do país (Mapa/Divulgação)

Do ministro belga, Maggi teve a promessa de apoio à candidatura do brasileiro Guilherme Antonio da Costa Junior, coordenador de Assuntos Multilaterais do Departamento de Negociações Não Tarifárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, à presidência da Comissão do Codex Alimentarius. O Codex é formado por 187 países e é referência internacional para a solução de disputas sobre inocuidade alimentar e proteção da saúde do consumidor. A eleição acontecerá durante a 40ª Reunião da Comissão do Codex Alimentarius, prevista para o período de 3 a 7 de julho deste ano, em Genebra (Suíça).

Embrapa

O modelo de desenvolvimento da agricultura brasileira está fortemente baseado em ciência e tecnologia, disse o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra a comitiva de Maggi. “Foi possível, em 40 anos, não só de alcançar a segurança alimentar, mas também projetar o país como grande produtor de alimentos no mundo. A ciência ajudou a agricultura a transformar as suas grandes extensões de solo pobre em solos férteis”, afirmou.

Infraestrutura

Questionado sobre as condições de infraestrutura do país, o ministro relatou avanços, como a criação de novos portos, conclusão de obras de rodovias em trechos estratégicos, como a BR163, que sai do Mato Grosso e chega até os rios Amazonas e Tapajós, formando um corredor de exportação. E ainda a abertura, em breve, de licitações de ferrovias para suprir, com a participação do setor privado, a necessidade de investimentos.

Blairo Maggi reuniu-se com representantes do Porto de Antuerpia e visitou o Porto de Ghent, por onde circula grande parte do agronegócio brasileiro.

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Fonte :Mapa

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