Exportação brasileira do grão e seus derivados perde fôlego

Sob a influência das turbulências europeias e de uma queda quase generalizada de preços, as exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 7,028 bilhões em abril, 11,4% menos que no mesmo mês do ano passado, conforme dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. As importações recuaram 13,1% na comparação, para US$ 1,284 bilhão, e com isso o superávit comercial do setor caiu 11%, para US$ 5,744 bilhões.

O complexo soja (inclui grão, farelo e óleo), que se manteve com preços firmes, continuou a liderar os embarques do campo, mas também perdeu fôlego depois de um primeiro trimestre forte, em parte por conta da redução da oferta na região Sul, em razão de uma prolongada seca. As vendas ao exterior da oleaginosa e seus derivados somaram US$ 2,901 bilhões em abril, 4,8% menos que há um ano. O grão representou 77,9% do valor, seguido por farelo (16,2%) e óleo (5,9%). O volume das exportações do complexo atingiu 5,718 milhões de toneladas, baixa de 10,9%.

Mas houve quedas em todas as principais cadeias exportadoras. Os embarques de carnes (bovina, de frango e suína), que só perdem para os do complexo soja na balança comercial do setor, atingiram US$ 1,297 bilhão, 2,3% menos que em abril de 2011. Também recuaram as vendas externas de produtos florestais (4,1%, para US$ 734,4 milhões), de café (25,5%, para US$ 494 milhões) e do complexo sucroalcooleiro (56,2%, para US$ 367,9 milhões).

Mesmo com os reveses no mês passado, as exportações do agronegócio apresentaram alta de 2,5% nos primeiros quatro meses do ano em relação a igual período de 2011 e alcançaram US$ 26,440 bilhões. As importações acumuladas aumentaram 3%, para US$ 5,604 bilhões, e o superávit setorial foi a US$ 20,835 bilhões, um incremento de 2,4%. Tanto em abril quanto no primeiro quadrimestre, a China foi o principal destino das exportações do campo brasileiro. Maior importador de soja do mundo, o país asiático representou 27,8% das exportações do mês passado e 18,6% de janeiro a abril.

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Fonte: Valor | Por Fernando Lopes | De São Paulo

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