Exportações e vendas de erva-mate no mercado interno estimulam produção

Geraldo Hasse, especial para o JC * Puxada pelas exportações, a cadeia de negócios da erva-mate vive há dois anos um ciclo extremamente favorável. Com a pandemia, as vendas vêm aumentando.

Segundo o agrônomo Ilvandro Barreto de Melo, extensionista rural da Emater e coordenador do Programa de Valorização da Qualidade da Erva-Mate no Rio Grande do Sul, o mais recente sinal do aquecimento da matecultura foi o recorde de exportações em 2020. O número final ainda não foi fechado, mas deve chegar a 45 mil toneladas. Esse volume, apesar de excepcionalmente elevado, não interferiu no consumo nacional estimado em cerca de 100 mil toneladas, 85% das quais consumidas no Rio Grande do Sul em forma de chimarrão.

Como de costume, o maior importador foi o Uruguai, que aumentou suas compras do Brasil para não depender tanto na Argentina, que exportou 43 mil toneladas e consumiu 302 mil toneladas – um consumo per capita de cerca de 8 kg/hab/ano, mais ou menos o mesmo do RS e do Uruguai. Mas isso não significa que a erva-mate seja um produto restrito aos membros do Mercosul.

"A erva está presente em mais de 130 países", informa Barreto de Melo, salientando que, além de abastecer o Uruguai, o Brasil exporta pequenos volumes de erva para 35 países. Se for mantido o preço médio (US$ 2,33 por quilo) do recorde anterior (35 mil toneladas em 2016), a receita cambial da exportação de erva vai passar de US$ 100 milhões, um bom desempenho para um dos mais antigos produtos brasileiros, que está descartando o extrativismo para fazer parte da silvicultura.

Com base na produção de quatro estados (RS, PR, SC e MS), a cadeia da erva-mate movimenta R$ 2 bilhões por ano no Brasil. Esses recursos se dividem entre 30 mil famílias de ervateiros, que cultivam 72 mil hectares (dos quais 31 mil no RS); 450 agroindústrias beneficiadoras das matérias-primas (250 em território gaúcho) e uma teia de logística que abastece milhares de pontos de varejo – destaque para os supermercados, que exibem uma crescente variedade de marcas com embalagens cada vez mais sofisticadas.

Entre marcas grandes e pequenas, tradicionais e emergentes, a agroindústria ervateira oferece mais de 500 opções aos consumidores. No Mercado Público de Porto Alegre, por exemplo, mantém-se a tradição interiorana de vender erva a granel, combinando variedades a gosto dos fregueses.

Receita supera outras culturas extrativistas

Graças aos melhoramentos no manejo das plantas, a lavoura da erva-mate vem gerando para os produtores gaúchos receitas superiores à soma do valor bruto da produção da apicultura e da ovinocultura.

Pouca gente percebe a abrangência da economia ervateira. Pelos últimos dados do IBGE (2019), a erva-mate produz 362 mil toneladas de folhas por ano, gerando aos agricultores uma receita de R$ 393 milhões, valor só superado, entre os frutos da extração vegetal, pelo açaí, que rendeu R$ 588 milhões graças à colheita de 222 mil toneladas. Segundo a mesma fonte oficial, a renda da erva-mate supera largamente os demais frutos do extrativismo – castanha-do-pará, pinhão, pequi, palmito e castanha de caju.

Capital do Chimarrão dá subsídio para o plantio

Venâncio Aires, com 72 mil habitantes, a 130 km de Porto Alegre, cancelou a Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), tradicionalmente realizada em maio. No entanto, dependendo dos desdobramentos da pandemia, o município se dispõe a promover a festa no segundo semestre de 2021.

Reduzidos a 800 hectares, os 500 mateicultores locais estão sendo estimulados a voltar a cultivar a Ilex paraguariensis. Apoiada pela Emater, que oferece orientação técnica, a prefeitura custeia a metade do valor de cada muda plantada, até o limite de 1000 mudas certificadas (no ano passado, uma muda custava R$ 1,75).

O objetivo do programa é recuperar a produção e evitar o risco de perder o título de Capital do Chimarrão, originário da época da fundação da agroindústria Madrugada (1942), quando o mate fazia parte do rol dos prestigiosos "institutos brasileiros", ao lado do açúcar, da borracha, do cacau, do café e do pinho. Atualmente, as principais atividades agrícolas de Venâncio Aires são o cultivo de tabaco e a criação de aves. Das 15 indústrias antes existentes na "capital do ouro verde", como diz o hino municipal, restam três em operação.

Chimarrão e chás agora possuem avaliação

Indício de que a erva entrou numa nova onda de consumo é a realização (virtual), entre fevereiro e março, da primeira Avaliação Nacional da Erva-Mate, promoção da Chimatearia, um marketplace da bebida. "Os chás da Ásia vendem mais no Brasil do que a erva-mate, isso não faz sentido", argumenta Félix Polo, um dos quatro sócios da Chimatearia, fundada há quatro anos em Canoinhas (SC), município situado mais ou menos no centro geográfico da zona ervateira do Sul do Brasil.

Baseada em avaliações de outras bebidas (cachaça, café, cerveja, vinho), a planilha de critérios de análise da erva-mate foi organizada por Camila Croge, agrônoma da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/SC). No item aparência da erva, verificam-se a cor (verde ou amarela), o brilho, a quantidade de palitos, os pontos pretos, a uniformidade e a granulometria; quanto à aparência da bebida, avaliam-se a cor (verde ou amarela) e a turbidez. Também será julgado o aroma da erva, que pode ser doce, madeira, fumaça ou terroso. Outros itens são pungência, sabor (doce ou amargo), adstringência (herbácea, fumaça, caramelo, nozes ou madeira) e persistência (palha, terroso, químico/petróleo).

Até a produção desta reportatem, estavam inscritas 18 ervateiras que adquiriram o direito de apresentar um quilo de seus produtos a 50 provadores selecionados nas áreas de gastronomia e culinária. Cada avaliador recebeu um kit instrumental para os testes: caneca, difusor e termômetro digital.

Avanço dos grãos confina ervais em áreas de relevo íngreme

Plantar erva-mate, a legendária árvore nativa que cresce junto com as araucárias, as bracatingas e outras espécies da Mata Atlântica? Só se for em áreas íngremes de pequenas propriedades familiares com altitude acima de 600 metros, impróprias para a mecanização agrícola. Em terrenos planos, a maioria dos agricultores prefere plantar milho e soja, cujos preços estão nas alturas. Outros tocam lavouras de tabaco, plantam eucalipto ou acácia, criam gado leiteiro ou animais para a indústria de carnes, cujas cotações costumam ser bastante rasteiras, quase empatando com os altos custos de produção.

No fim das contas, está reduzida a 31 mil hectares a área de cultivo no Rio Grande do Sul, líder na produção e no consumo da planta. Em consequência da redução da área de ervais nativos e cultivados, tomar chimarrão ficou mais caro. O pacote de um quilo de erva não custa menos de R$ 12 nos supermercados. Já os ervateiros não recebem muito mais do que R$ 1,50 por quilo das folhas dessa planta rústica, imune a doenças e cuja única praga – a broca – pode ser controlada pela prosaica galinha d"angola, dispensando o uso de inseticidas.

Com uma história que remonta à América pré-colombiana, quando os indígenas perambulavam livremente pelo continente, a Ilex paraguariensis já foi louvada como a aposentadoria dos agricultores familiares – bastavam um ou dois hectares para garantir uma renda certa. Mas, com a chegada voraz da soja, há cerca de 50 anos, muitos ervais foram erradicados em "limpezas" de terras para o plantio de lavouras de grãos.

Em consequência das mudanças, o cultivo de erva-mate mudou radicalmente de lugar no Rio Grande do Sul. Em 1990, o maior produtor gaúcho era o município de Venâncio Aires, com 30,3 mil toneladas/ano, no Vale do Rio Taquari. Hoje, a liderança está com Ilópolis, com mais de 60 mil toneladas/ano no Alto Taquari, em plena serra gaúcha. Ali e em municípios vizinhos, como Arvorezinha e Putinga, predominam agricultores familiares que vivem quase exclusivamente da Ilex.

Nestes municípios, existem produtores que chegam a tirar mais de R$ 20 mil anuais por hectare, enquanto a média gaúcha gira em torno de R$ 10 mil/ha. O custo de produção é mais baixo do que qualquer outra cultura. O que mais onera os agricultores é a colheita, feita principalmente por mão-de-obra familiar.

Cultivo ecológico é aposta de produtores em Venâncio Aires

"Devagarinho, a erva-mate está voltando", diz o viveirista Cleomar Konzen, com área de cultivo e vendas de mudas no distrito de Palanque, entre Venâncio Aires e Lajeado. Konzen, viveirista há 30 anos, sobreviveu durante a maior parte do tempo produzindo mudas de eucalipto. De cinco anos para cá, passou a trabalhar com erva-mate, cuja cadeia de negócios lhe parece madura para deslanchar.

Presidente da Associação dos Plantadores de Erva-Mate de Venâncio Aires, Konzen faz parte de uma equipe que visita os agricultores e os orienta para cultivar somente a erva-mate solteira, sem consórcio com lavouras temporárias dependentes de produtos químicos danosos para o ambiente. Trata-se de uma proposta de zoneamento ecológico. "Ninguém compra uma erva-mate sabendo que ela pegou pulverização destinada a outra cultura", diz ele.

Para se ter uma erva orgânica, é necessário que se plantem mudas sadias, de boa origem genética. O viveirista de Venâncio Aires tem comprado sementes da Epagri/SC a R$ 400 o quilo, mais o frete. De cada 100 sementes plantadas, apenas 30 viram mudas sadias depois de um ano e meio de cuidados. Ainda assim, com um quilo dessas sementes certificadas, Konzen tira 15 mil mudas viáveis.

Quando as árvores entram em produção franca, aos seis anos, o que vale é o manejo cuidadoso. Sabendo que a folha da Ilex cai naturalmente com 18 meses, os produtores fazem o possível para não perder matéria-prima nem gastar à toa com mão-de-obra.

Na região de Ilópolis e arredores, alguns estão usando a técnica argentina de coleta parcial de folhas a cada seis meses: primeiro, o que denominam alto pé, depois o meio pé e, por fim, a coleta baixeira, sempre no outono e na primavera, evitando operações no alto frio e no alto calor. "A erva-mate é um (programa) social", diz Konzen, salientando que um erval modesto, com cinco hectares, é capaz de sozinho sustentar uma família ou garantir uma aposentadoria. Uma árvore bem cuidada dura mais de 100 anos.

Indústria X Varejo

As contradições da cultura da erva-mate transparecem numa história protagonizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Venâncio Aires. Vendo prosperar algumas indústrias, em 2000, um grupo de 36 associados ao sindicato decidiu investir num beneficiamento de erva-mate. Parecia simples, bastava secar as folhas e socá-las até virarem pó, colocado em sacos de papel reforçado. Seria uma cooperativa, caso desse certo.

Dois anos depois, quando o empreendimento buscou um lugar nas gôndolas dos supermercados, o sonho desandou. Uma rede pediu 8 mil quilos do produto de graça – só para começar. Era a joia cobrada pelo espaço cedido nas gôndolas. Chocados com a dureza do mercado, os trabalhadores se desfizeram dos equipamentos. Parte da culpa foi colocada na consultoria acadêmica que ignorou o processo de concentração já em andamento na época.

Projetos para a matecultura são concentrados na Emater

Prima pobre da silvicultura, sem prestígio político – não conta sequer com uma comissão setorial na Farsul, como a maioria dos ramos da agricultura -, a matecultura gaúcha está se dando bem no colo da Emater, onde foi colocada nos últimos cinco anos.

Mesmo sofrendo restrições orçamentárias e sem poder fazer reposição de quadros técnicos, a empresa pública de extensão rural fez um mapeamento da situação, tendo encontrado 31 mil hectares de ervais em pouco mais de 200 municípios, que foram reagrupados em cinco polos regionais liderados por Erechim, Palmeira das Missões, Machadinho, Venâncio Aires e Ilópolis. São praticamente as mesmas áreas onde os índios manejavam os ervais nativos, hoje praticamente extintos graças à substituição por ervais pomares cultivados por agricultores de origem europeia.

Bebidas feitas com a erva são energéticas

Mais antiga cultura arbórea do Sul da América, a erva-mate foi usada como estimulante pelos indígenas desde antes da chegada dos europeus ao continente. Quente um, frio o outro, o chimarrão e o tererê fazem parte das bebidas feitas com a erva, um energético poderoso, rico em cafeína e flavonóides, sendo consumido também como chá e insumo da culinária e da cosmetologia.

Nos anos 1950 também passou a ser vendido como refresco em praias cariocas, onde o mate gelado com sumo de limão foi lançado pela indústria paranaense de mate Leão, desde 2007 pertencente à Coca Cola.

No livro que condensa o Projeto Madeira do Rio Grande do Sul, editado em 1988 pela Secretaria da Agricultura, os pesquisadores Roberto Klein, Raulino Reitz e Ademir Reis dedicaram oito páginas à erva-mate, cujas folhas são ricas em ácido pantotênico, substância presente também na geléia real, alimento produzido pela abelha comum para sua rainha.

Erva marcou presença na cultura gaúcha

Ultrapresente no folclore do Rio Grande do Sul, o chimarrão ganhou dois poemas gauchescos no século XX. O primeiro, declamado em auditórios e galpões, é do pajador Jayme Caetano Braun (1924-1999). O outro, de João da Cunha Borges (1900-1980), foi musicado por Vitor Ramil.

No entanto, perde-se no tempo a presença da Ilex paraguaiensis na história da América Latina. As menções mais célebres foram feitas pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, que viajou pelo Rio Grande em 1821 e deixou registros notáveis sobre o hábito do chimarrão, principalmente na zona rural.

No livro A República Comunista Cristã dos Guaranis, 1610/1768, (Paz e Terra, 1976), o antropólogo Clovis Lugon afirma que a parceria entre jesuítas e guaranis teria domesticado a erva-mate, o que resultou em grandes plantações perto de suas moradias, nas chamadas reduções. Com a expulsão dos padres e a dispersão dos índios, esse saber agrícola se extraviou e até agora é procurado por técnicos e agricultores.

O escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, em seu romance Figura na sombra, publicado em 2012 pela L&PM, conta a história de Aimé Bonpland, naturalista francês que veio à América do Sul no início do século XVIII em companhia do botânico alemão Humboldt, mas abandonou a pesquisa para implantar um grande pomar de erva-mate na província de Corrientes, na Argentina, onde pretendeu restaurar o projeto dos missionários jesuítas junto aos guaranis. As mudas, ele levou de São Borja. Morreu em 1858.

La Yerba "O índio parou. Don Amado Bonpland parou atrás dele. O índio, como se abrisse o cortinado de um tabernáculo, afastou as ramagens. Ali elas estavam, no centro de uma clareira.

– La yerba – disse o índio.

Cinco pés de yerba, idênticos, com cinco metros de altura, dispostos em círculo. Suas folhas luziam." Figura na Sombra, de Luiz Antonio de Assis Brasil; Capítulo 46

  Cambona de Machadinho é um case de sucesso

A palavra cambona identifica um dos mais recentes "cases" de sucesso da história da erva-mate brasileira. Tudo começou em 1994 em Machadinho, no Nordeste gaúcho, onde se reuniram técnicos e agricultores para estruturar o setor de erva-mate da Camol, a cooperativa agrícola do município. Por sorte ou teimosia, vingou no solo e nas cuias uma variedade de erva denominada "Cambona 4", descendente de matriz cultivada por Theodoro Fonseca, o "Dorinho", sitiante que se tornou produtor de mudas. A Cambona 4 dá origem um chimarrão suave, coisa que é uma raridade.

Em consequência da procura de seu principal produto, o departamento de erva-mate da Camol tornou a Cambona 4 a única cultivar gaúcha registrada no Ministério da Agricultura – em Santa Catarina, a Epagri lançou a Caari.

Quando a cooperativa faliu por problemas com outros produtos (grãos e leite), a Cambona se mostrou capaz de sobreviver sozinha. Desde 2012 está arrendada à veterana ervateira Barão, uma das marcas mais antigas e conhecidas do mercado gaúcho. Tratada como Filial 1, sob a gerência de Altair Rufatto, um dos seus primeiros funcionários, a Cambona vende 25 mil kg mensais de erva em pacote e sustenta a maior parte das exportações da Barão. Na Cambona trabalham 14 pessoas para processar a produção de 502 produtores associados, entre eles, ainda, o veterano "Dorinho" Fonseca, pai da Cambona 4.

O caso de Machadinho, onde se uniram agricultores e técnicos, exemplifica o sucesso da pesquisa como pedra de toque dos ganhos de qualidade da erva-mate no Sul do Brasil. Operam nesse campo a Embrapa, a Emater, a Epagri e algumas universidades regionais estimuladas pelo Instituto Brasileiro de Erva-mate, fundado em 2013 em Ilópolis. Entre os pesquisadores que ajudaram a criar a Cambona 4 constam professores do campus de Erechim da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Projeto integra pinhão e erva-mate

Criado em 2019 pela Fundação Certi, da UFSC, o projeto Araucária começou dando suporte técnico e mercadológico a 80 sitiantes do Planalto Catarinense (sete municípios ao redor de Lages), produtores de pinhão e erva-mate, dois dos mais típicos produtos da Mata Atlântica. Os bons resultados iniciais animaram os responsáveis a estender o trabalho a produtores de frutas de Vacaria e Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, onde há áreas remanescentes de pinheiros e ervais.

Como desde 1985 está proibido cortar o pinheiro nativo para extrair sua valiosa madeira, faz sentido melhorar a produção de pinhão e de erva-mate. O idealizador do projeto financiado pela Fundação Boticário foi o biólogo Marcos Da-Ré, que iniciou sua carreira em 1990 com a tentativa de evitar a extinção da ararinha azul na Bahia.

Embrapa incentiva plantio de ervais na Serra dos Tapes

Depois de tentar identificar a presença da Ilex paraguaiensis nas matas da Serra dos Tapes, na Metade Sul do Estado, a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, criou um banco de sementes para tentar difundir o cultivo da erva-mate nessa área situada fora da região considerada mais propícia – entre os paralelos 21 e 30 do Hemisfério Sul. Ao mesmo tempo, estão sendo realizados estudos sobre as técnicas mais eficientes para resolver o impasse da produção de mudas, tanto pela germinação de sementes quanto por enxertia, estaquia, miniestaquia e micropropagação.

Um artigo do agrônomo Leonardo Dutra, publicado em 2009, sobre a produção de mudas por micropropagação, informou que, devido ao alto índice de contaminação dos explantes por fungos, virus e bactérias, sobrevivem apenas 5% das mudinhas preparadas com essa técnica in vitro. Por conta dessas dificuldades, persiste ainda o sistema de enterramento das sementes para obtenção de mudas viáveis.

Escola do Chimarrão difunde consumo da bebida

Nem a pandemia tirou o bom humor do administrador Pedro Schwengber, diretor da Escola do Chimarrão, original instituição cultural de Venâncio Aires, a 130 quilômetros de Porto Alegre. Criada no final do século XX, a "escola" é hoje um instituto empenhado na difusão da erva-mate como alimento e/ou remédio.

Por veicular a erva-mate como uma substância medicinal, esse antigo vendedor de produtos agropecuários foi reconhecido pela Polícia Federal como parceiro no combate às drogas ilícitas. Schwengber ganhou por isso um ônibus – apreendido em ações anticontrabando – que até a pandemia era visto em festas agropecuárias, churrascarias e supermercados, onde, em meio a brincadeiras com o público, fazia demonstrações sobre diversos modos de enchimento das cuias. Agora, obrigado a se isolar, mantém um espaço no Facebook, onde continua tendo patrocinadores e espectadores, além de convidados para entrevistas, demonstrações e números musicais. E continua o mesmo vendedor.

"A maioria dos consumidores ignora a utilidade da erva no combate à asma, bronquite, colesterol, diabetes e outros problemas de saúde", afirma, lembrando que, segundo pesquisas recentes, a flor da Ilex seria útil até contra os males de Alzheimer e de Parkinson. De acordo com Schwengber, graças ao chimarrão, ele se livrou das dores da gota.

Fonte: Jornal do Comércio

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