Exportações brasileiras de café cresceram 23,7% em setembro

SÃO PAULO  -  As exportações brasileiras de café somaram 3,02 milhões de sacas em setembro, segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). O volume, que inclui café verde, torrado e moído e café solúvel, representou uma alta de 23,7% na comparação com o mesmo mês de 2017.

Do total, 2,45 milhões de sacas de foram da variedade arábica, com alta anual de 14,9%. No caso do conilon, as vendas externas cresceram 1.091,6%, para 291,66 mil sacas. Vale lembrar que houve forte quebra da safra do conilon nos dois últimos ciclos no Espírito Santo, devido à seca. Os embarques de café industrializado caíram 2%, para 281,20 mil sacas.

A receita mensal total com as exportações de café cresceu 0,7% na comparação com setembro de 2017 e chegou a US$ 410,35 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 135,88, com queda de 18,6%.

Nos primeiros nove meses do ano, as exportações brasileiras de café somaram 23,65 milhões de sacas, 7,3% mais que no mesmo período do ano passado. A receita, porém, caiu 6%, para US$ 3,54 bilhões. O preço médio da saca entre janeiro e setembro ficou em US$ 149,53, com recuo de 12,4% na comparação anual.

Do volume de café verde embarcado no ano, 19,24 milhões de sacas foram de arábica (queda de 0,1%) e 1,71 milhão de sacas de conilon (alta de 782,6%).

“Registramos um bom volume de exportação de café, 24% superior ao mês de setembro de 2017. Porém, calculamos que poderíamos ter embarcado de 10% a 15% mais se não fossem os problemas de falta de containers e espaços nos navios. Para se ter uma ideia, sabemos de exemplos como um único exportador que deixou de embarcar 100 mil sacas. O exportador tem feito sua parte, respeitando as agendas, deixando as cargas prontas, despachadas e com a documentação toda organizada, porém muitas vezes a carga é ‘rolada’ para o próximo navio. O segmento está organizado para atender o mercado importador, porém, devido aos problemas logísticos da navegação não tem conseguido atender aos compradores com assiduidade”, afirmou Nelson Carvalhaes, presidente do CeCafé, em comunicado.

Carvalhaes complementa ainda que o Cecafé tem mantido contatos constantes com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para que providências sejam tomadas no sentido de resolver essa situação e normalizar o fluxo da exportação de café do país.

Fonte: Valor | Por Fernanda Pressinott