Expointer termina com cara de feira ‘quase’ normal


  • Chuva, barro, provas e engarrafamento no drive-thru da agricultura familiar encerram feira
    CRÉDITO: LUIZA PRADO/JC

Patrícia Comunello

O último dia da Expointer teve todos os ingredientes de uma edição normal. Não teve visitantes a pé, mas o drive-thru da agricultura familiar teve até engarrafamento neste domingo (4). Sob chuva e bota no barro, a seção do cavalo crioulo fez sua premiação sob aplausos do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e do governador, Eduardo Leite.

Chuva, agroindústria e cavalos combinaram ingredientes que fazem a fama da exposição, mesmo que a novidade tenha sido a versão digital. Os expositores das agroindústrias disseram que muitas pessoas foram de táxi e aplicativo até o pavilhão com 55 estandes. Entravam, compravam e saíam. São novos usos até desses transportes.

O governador Eduardo Leite entrou na onda. Percorreu de carrinho o drive-thru, mas desceu e foi até algumas bancas. No espaço da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag-RS), ele ganhou uma cesta de produtos: “Quer me dar presente, me dá comida”, descontraiu. Depois destacou que o formato de 2020 era um desafio e mostrou que teve êxito.

O vice-presidente, que ao ser anunciado foi aplaudido por mais de um minuto pelo público de pecuaristas na arquibancada em frente à pista de provas do cavalo crioulo, falou rapidamente do tema ambiental, indicando que o País vive "um momento difícil na questão ambiental" e apontou que a saída é usar ferramentas da diplomacia para mostrar ao mundo que "o Brasil é exemplo".

Mourão citou que, pelas contingências da pandemia, fazer a Expointer nas atuais condições era mais uma façanha dos gaúchos.

"As melhores tropas de elite (militares) valorizam três palavras: improvisação, adaptação e superação. É o que foi feito aqui no Rio Grande do Sul para que a Expointer fosse realizada", reconheceu o vice-presidente. "Em um momento difícil da pandemia, produziram uma edição histórica."

O secretário da Agricultura, Covatti Filho, reforçou a avaliação de Mourão, indicando que a edição entrava para a história "pela superação". O Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers) teve 70 mil acessos à plataforma digital das marcas do setor e 38 países buscando contatos com as fabricantes. Na feira real, não houve exposição dos equipamentos este ano.

A feira que adotou controles sanitários para pode ser feita – e foi o primeiro grande evento realizado em meio à pandemia – somou, até sexta-feira (2), 1.883 teste sorológicos de Covid-19 com 58 positivos, segundo a Vigilância Sanitária de Esteio. Os dados do fim de semana serão divulgados nesta segunda-feira (5). A incidência foi até agora de 3% do novo coronavírus neste grupo de controle.

Teste positivo barrava a pessoa. Apenas quem ficava permanentemente no parque, como os expositores, precisava fazer a testagem.

"Isso demonstra que foi feita uma feira que atende à economia com cuidados para a saúde e vida de quem circulou aqui", avaliou o governador. Muito do impacto de eventual contaminação no parque terá ser medido duas semanas após o evento, devido ao prazo de surgimento de sintomas.

Leite comentou que a presença de Mourão deu uma espécie de certificação de que a edição deste ano "não é menor que as outras, pode ser diferente". A plataforma digital, que permitiu ao público assistir a palestras e até atividades presenciais, como provas, muitas ao vivo, somou 200 mil acessos.

"Estamos loucos para que venha logo a próxima (feira)", avisou Leite.

Fonte : Jornal do Comércio

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