EXPOINTER – Soluções ao desabastecimento de água no meio rural são projetadas em live durante Expointer

Assunto é considerado urgente por especialistas, principalmente pela previsão de La Niña neste ano, o que deve gerar novamente secas em regiões do Estado

Defesa Civil estimou no início do ano em R$ 430 milhões o prejuízo com a estiagem no RS

Defesa Civil estimou no início do ano em R$ 430 milhões o prejuízo com a estiagem no RS | Foto: Guilherme Almeida

O abastecimento de água no meio rural ainda é problemático. De acordo com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apenas 40% dos municípios rurais no Brasil são atendidos por rede de água e 31% por poços ou nascentes. Além disso, especificamente no Rio Grande do Sul, a pauta ressurgiu com a seca no início do ano, que ocasionou numa série de prejuízos econômicos ao setor agropecuário. Os desafios para enfrentar o problema foram assunto de live promovida pela Emater hoje, em suas redes sociais, que integra a programação da Expointer Digital. O objetivo foi convergir ideias entre responsáveis para um futuro projeto na área. Segundo o coordenador de Turismo, Agricultura e Meio-Ambiente da Famurs, Mário Nascimento, a reunião era urgente. “Há previsão de La Niña, que deve gerar novamente uma seca no verão”, explica.

A fim de solucionar parte dessas adversidades, o deputado estadual (PP) e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, Adolfo Brito, informou que uma nova subcomissão de irrigação foi criada neste ano. “O próximo passo será formular um projeto de irrigação com o Executivo para ser implementado ainda neste ano”, afirma, acrescentando que o programa implicará, entre outras medidas, simplificar regras de licenciamento ambiental, criar linhas de crédito subsidiadas para compra de equipamentos e garantir assistência técnica.

O diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Funasa, Roberto Batista, e a coordenadora do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), Claudia Zanchett, problematizaram a questão do saneamento básico, lembrando de doenças geradas pela sua falta. “A lei 14.026/2020, que estabelece um marco legal para o saneamento básico e que atualiza a lei 11.445/2007, não cita o que será feito com o meio rural”, acrescenta Zanchett. “A Funasa acaba sendo a responsável por essas políticas públicas nesses locais”, conclui Batista.

Na ocasião, extensionistas da Emater do município de Sinimbu e de Chiapetta também trouxeram experiências locais que deram certo. Em Sinimbu, hoje, há o Programa Municipal Bergo das Águas, que viabiliza ações de conservação da água do solo. Em Chiapetta, o Projeto Piloto Sistema Alternativo para Tratamento de Água está em andamento. A iniciativa permitiu que a população rural protegesse seus poços artesianos e caixas comunitárias a partir de produtos químicos e análise de água.

Carolina Pastl*

Fonte : Correio do Povo

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