Expointer sempre renova esperanças do Rio Grande

Outra Exposição Internacional de Animais, em sua 37ª edição. A Expointer sempre reanima o Rio Grande do Sul e renova as esperanças do Estado, no seu setor mais representativo, que é o da agropecuária. Em alguns anos recentes, a estiagem sacrificou o setor, trazendo consequências econômicas, pois a participação da agricultura é de cerca de 20% nas vendas externas gaúchas. No entanto, a Exposição Internacional de Animais traz uma lufada de vento fresco e forte sobre o agronegócio do Rio Grande do Sul. É irresistível o otimismo que toma conta do pessoal do campo e que se estende até as cidades, ecoando seus fluídos positivos em Porto Alegre, em que pulsa o coração administrativo-financeiro do Rio Grande do Sul. Há décadas que a economia gaúcha vai bem quando a agricultura e a pecuária vão bem. É fato antigo, conhecido pelos gaúchos desde sempre. No entanto, a crise mundial ainda não passou totalmente e os conflitos armados, ainda que localizados, fazem esmaecer as possibilidades de negócios internacionais. Porém, a ainda locomotiva econômica do mundo, os Estados Unidos da América (EUA) estão se recuperando, segundo os números divulgados. Na União Europeia (UE), ainda com lenta retomada, quando há, a crise teve reflexos em nossos campos. Mesmo que os preços maiores tenham compensado, há alguns anos, a queda na quantidade embarcada para o exterior, os produtores gaúchos sentiram. O problema da Europa fez a China desacelerar e comprar menos produtos básicos no exterior, incluindo o Brasil.

Mas o fato é que as consequências da crise mundial, que varreu os Estados Unidos entre 2007 e 2011 e atingiu a Europa, estão minorando, segundo analistas. Felizmente, as commodities agrícolas têm mercado, e a safra de grãos do Brasil terá novo recorde anual. Com as exportações sendo recuperadas, com o dólar ficando em torno de R$ 2,30 e R$ 2,40, talvez o Produto Interno Bruto (PIB) cresça além dos pífios 0,7% que estão previstos pelo mercado. A balança comercial está, hoje, bem abaixo dos valores do ano passado, e as importações aumentaram, prejudicando as vendas do comércio e da indústria em território nacional. A China, que desbancou os Estados Unidos como grande compradora do Brasil, agora também cresce menos e diminuiu as importações. Assim, é importante saber que a Expointer tem previsão de vendas até 10% maiores do que no ano passado.

O Rio Grande do Sul sempre se engalana para a grande mostra que é uma tradição mais do que centenária. Primeiro em Porto Alegre, nos Campos da Redenção, local onde hoje é o Parque Farroupilha, a sempre querida Redenção para os porto-alegrenses. Depois, por muitos anos, passou pelo Menino Deus, chegando, finalmente, na década de 1970, em Esteio, na antiga Fazenda Kroeff. Muito trabalho e preparação. O Parque de Exposição que se tornou Assis Brasil, um merecido reconhecimento ao grande criador e político gaúcho, foi sendo ampliado e agregando benfeitorias. Que venha mais uma Expointer. Com ela, o Prêmio O Futuro da Terra, promoção do Jornal do Comércio com o apoio da Farsul, Senar, Casa Rural e Bradesco, nesta segunda-feira, dia 1 de setembro, hoje uma tradição mais do que incorporada ao evento maior do agronegócio sul-rio-grandense.

Fonte: Jornal do Comércio |

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