Expointer na busca do superávit

Fonte: Correio do Povo

Plano da Secretaria da Agricultura é aumentar receitas, reduzir despesas e abrir espaço para uma PPP no Assis Brasil

Locação de espaços deve render R$ 1,5 milhão, valor que se soma à renda da bilheteria e de patrocínio<br /><b>Crédito: </b> roberto vinícius / cp memória
Locação de espaços deve render R$ 1,5 milhão, valor que se soma à renda da bilheteria e de patrocínio
Crédito: roberto vinícius / cp memória

A menos de um mês da Expointer, o governo trabalha para terminar a exposição com superávit e abrir o caminho para uma Parceria Público-Privada (PPP), o que, até então, não passou de conversa de gabinete nos últimos governos por resistências de promotores da mostra, que ocorre anualmente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Com isso, a ordem é aumentar a receita e diminuir as despesa. Para esta edição, que começa no dia 27 e segue até 4 de setembro, são projetados gastos de R$ 7 milhões frente à expectativa de ingresso entre R$ 8,5 milhões e R$ 9 milhões.
Segundo a diretora financeira da Secretaria da Agricultura (Seapa), Adriana Moraes, o enxugamento virá da realização de licitações ao invés de contratações emergenciais e de medidas como modificação da distribuição de energia elétrica no parque, que passará a ter um registro único de consumo. A centralização acabará com os "gatos", uma economia de 40%. "Nossa intenção é garantir um lucro aproximado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões", antecipa a diretora.
O custeio da mostra inclui contratação de terceiros para o gerenciamento do novo sistema de acesso ao parque, prestação de serviços de limpeza e segurança, além de montagem de alojamentos e gastos com água e diárias de veterinários e zootecnistas. Essa é a metade do plano, a outra são as fontes de receita. Na conta do Estado, bilheteria e estacionamentos irão gerar R$ 2,5 milhões e as locações de áreas R$ 1,5 milhão. Mas a aposta mais alta está nos patrocínios, de onde poderiam sair entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões com injeção de empresas ligadas aos governos estadual e federal como, por exemplo, Banrisul e Petrobras.
Segundo ex-coordenadores da Expointer, superávit não se traduz em sobra. "A maior parte dos patrocínios de estatais não se transforma em dinheiro no caixa do governo, pois todo recurso despendido tem de ser empregado em ações previstas em projetos a serem desenvolvidos na feira", opina um ex-integrante do pelotão de frente da Expointer 2010.
Na edição passada, a feira, com custo estimado em R$ 5,34 milhões, fechou no negativo. Entre os motivos para o déficit estão a ausência de verba federal e a frustração de receita com a bilheteria. Até hoje, o pagamento ao Estado de R$ 1,66 milhão é questionado judicialmente pela CCS, empresa vencedora da licitação. Assim, a receita teria somado R$ 2,16 milhões entre autorizações de uso e locações, contratos e convênios, patrocínios e pagamento parcial da bilheteria da feira de 2010.

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