Expointer é lufada de bom tempo para o agronegócio

Jornal do Comércio

Chegamos à 34ª Expointer. A Exposição Internacional de Animais sempre traz uma lufada de vento fresco sobre o agronegócio. O setor, tirando um ou outro problema de preços, como no caso do arroz, passa por um bom momento. Nada resiste ao otimismo do pessoal do campo e que se estende até as cidades, principalmente ecoando seus fluídos positivos em Porto Alegre, onde pulsa o coração administrativo-financeiro do Rio Grande do Sul. Há décadas que a economia gaúcha vai bem quando a agricultura e a pecuária vão bem. No entanto, a crise mundial, que se agudizou nos Estados Unidos e deixa a Europa “batendo cabeça”, na opinião do ministro Guido Mantega, terá reflexos em nossos campos. Espera-se, entretanto, que não ao ponto de prejudicar os negócios, especialmente as exportações. Ainda que os preços maiores tenham compensado a queda na quantidade embarcada para o exterior, os produtores gaúchos sentiram. Está claro que as baixas exportações são o empecilho que sufoca a economia desde que houve uma recidiva da crise mundial dos Estados Unidos (EUA) que agora se instalou na Europa. Felizmente, as commodities agrícolas estão em alta, o que é bom para países produtores como o Brasil, nem tanto para os consumidores de países pobres.

As exportações aumentaram, mas não no ritmo desejado, e as importações estão encolhendo as vendas do comércio e da indústria em território nacional. A saída de empresas de calçados para o Nordeste e até para a República Dominicana deixa nervosos os agentes públicos e privados no Estado. Mesmo assim, as vendas para 70 países subiram. Além disso, como sabemos, a China desbancou os EUA como os grandes compradores do Brasil. Por isso é bom saber que a Expointer tem previsão de vendas até 10% maiores apesar da crise na Europa, sendo realizada de 27 de agosto a 4 de setembro, em Esteio. O Rio Grande, na Expointer, tem que se perguntar onde está hoje e aonde deseja ir. O Rio Grande tem que voltar a ser previsível, economicamente. É preciso que os gaúchos retomem a velha confiança, deixando claro onde estamos e aonde queremos ir.

O Rio Grande do Sul sempre se engalana para a grande mostra que é uma tradição centenária. Primeiro em Porto Alegre, nos Campos da Redenção, onde hoje é o Parque Farroupilha, a sempre querida Redenção. Depois, por muitos anos, no Menino Deus, chegando, finalmente, na década de 1970, em Esteio, na antiga Fazenda Kroeff. O Parque de Exposição Assis Brasil, que leva o nome do grande criador e político gaúcho, foi sendo ampliado e agregando benfeitorias, mas sofre em dias de chuva, pois faltam esgotos pluviais. Os peões têm mais conforto nos apartamentos construídos e entregues pelo governo do Estado. Eles merecem. Afinal, seus cuidados garantem, desde o nascimento dos animais até os grandes dias da Exposição, que eles cheguem preparados para disputar os diversos prêmios. Na segunda-feira, teremos a premiação O Futuro da Terra, promoção do Jornal do Comércio com o apoio da Farsul, Senar, Casa Rural e Bradesco, hoje uma tradição mais do que incorporada ao evento maior do agronegócio sul-rio-grandense.

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