EXPOINTER – Churrascos mais coloridos no parque

Inspirado em festivais gastronômicos, onde a carne está no centro das atenções, o churrasco ganhou novos sabores, formatos e cores na 42ª edição da Expointer, em Esteio. Assado em diferentes estruturas metálicas, ao lado de legumes e frutas, o prato típico dos gaúchos é reinventado para oferecer experiências culturais e também atrair novas gerações de consumidores.

Desde o começo da tradicional feira agropecuária, no último sábado, pelo menos cinco eventos retrataram o que já vem ocorrendo há pelo menos quatro anos em festivais em São Paulo e no Centro-Oeste – muitos pensados a partir de torneios de barbecue a céu aberto nos Estados Unidos.

– Esse movimento no Brasil começou em churrascadas, que têm início ao meio-dia e vão até a meia-noite. Em ambientes descontraídos, são preparados diversos cortes, com temperos e acompanhamentos variados, além de bebidas e música – explica Ana Doralina Alves Menezes, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada.

Interação

No último domingo à noite, a associação da raça promoveu em uma das pistas do parque Assis Brasil a primeira edição do Ô Churras Angus, evento de gastronomia e culto ao assado. Em poucas horas, foram consumidos em torno de 240 quilos de carne por cerca de 250 pessoas – em cortes preparados em assados de chão e em varais (leia mais na página ao lado).

– Além da interação com a arte do churrasco, a experiência abre um canal entre produtor e consumidor final, cada vez mais exigente e preocupado com a origem dos alimentos – diz Ana Doralina.

A inspiração para os eventos que colocam a carne em evidência vem também dos assados argentinos e uruguaios, explica Roberto Andrade Grecellé, especialista em mercado de carnes.

– A parrilla traz o fogo e a carne para o centro do evento, diferentemente das churrasqueiras gaúchas, que, na maioria das vezes, ficam escondidas em um canto da casa ou dos restaurantes – compara.

É importante frisar, ressalta Grecellé, que não existe certo ou errado, mas sim técnicas diferentes de preparo:

– O mais importante é a conexão, onde quem ganha é a pecuária gaúcha, já que essas experiências precisam primar pela carne de boa qualidade, o que temos em abundância no Rio Grande do Sul.

joana.colussi@zerohora.com.br

JOANA COLUSSI

Fonte : Zero Hora

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