EXPOINTER: Agricultores fazem ressalvas ao megaprojeto

Na contramão do entusiasmo, representações de produtores rurais fazem ressalvas à remodelação do parque. No aguardo do desfecho do projeto na Assembleia Legislativa para negociar o prazo de concessão de uso para deliberar sobre investimentos, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, mantém a crítica à constituição de um fundo público para gerenciar a verba do parque e manifesta reserva em relação a megaprojetos pelo risco advindo da volatilidade do dinheiro. Ele cita como exemplo a Exposição de Palermo, na Argentina, onde o projeto de 50 milhões de dólares naufragou no meio do caminho porque a investidora desistiu da empreitada. O resultado? Um parque desfigurado e que, por pouco, não foi adjudicado pela presidente Cristina Kirchner. ‘Sou a favor de um projeto factível. Às vezes, o maior inimigo do bom é a busca do ótimo’, provoca.

O presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), Elton Weber, também está incrédulo. Ao defender a manutenção da administração pública da mostra, ele reclama que a federação, uma das promotoras e com sede própria em Esteio, foi chamada pelo governo apenas uma vez para conversar. ‘Eu vi uma maquete no ano passado. E só o que posso dizer’, ironiza, ao ser questionado sobre o espaço da federação na remodelação. Ele espera que os novos ventos tragam um alojamento permanente para abrigar os agricultores familiares e que o segundo pavilhão, que consta nas obras aprovadas, vire realidade em 2014. Enquanto o novelo se desenrola, o visitante encontrará o parque melhor. De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, são R$ 26,8 milhões de recursos próprios, Caixa Federal e BNDES em obras executadas, em execução ou em andamento, o que inclui a substituição de quatro pavilhões até 2014.

Fonte: Correio do Povo

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