EXPOINTER 2017- OLIVICULTURA – Azeites gaúchos ganham prêmios internacionais

Após uma década de retomada de cultivos, olivais gaúchos já rendem azeites premiados em concursos de prestígio no Exterior. A produção brasileira alcançou mais de 100 mil litros na safra de 2017, o que é insuficiente para atender à demanda de consumidores. As duas situações mostram comportamentos que muitas cadeias produtivas típicas do Estado poucas vezes conseguiram, talvez nem a da vitivinicultura.

O estágio da cultura da oliveira e o processamento das azeitonas foi detalhado em bate-papo no programa Leite com Café na Casa JC na Expointer. Na conversa, entrou também a jornalista e repórter da revista A Granja, Denise Saueressig, que estuda a cadeia emergente em um mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). "Resolvi estudar esta cadeia, pois me chamou muito a atenção nas reportagens, e há muito pouca publicação na área", comenta a jornalista. Na pesquisa, Denise aplicou questionário a produtores e empresas para conhecer mais como funciona o setor.

O jovem empresário e sócio da empresa com maior área de olivais e com a marca Prosperato, Rafael Marchetti, comentou dos desafios que o setor tem pela frente. A novidade que ocorreu em plena Expointer – aliás, economias como a olivicultura ganham cada vez mais espaço em feiras do agronegócio – foi a criação do Instituto Brasileiro da Olivicultura.

A entidade ajudará a organizar o segmento de produtores da matéria-prima à elaboração do azeite nos estados produtores. Com isso, trilha um caminho parecido com o da uva e vinho, que tem o seu Ibravin. O que ainda não foi definido é se terá – o que depende de aprovação legislativa – algum fundo para poder bancar iniciativas de desenvolvimento do segmento, que a vitivinicultura já tem.

No Estado, a área de cultivo deve se de 2,8 mil hectares para 2018, cita Denise. Um pouco mais que os 2,6 mil da área colhida em 2017. No Brasil, são 5 mil hectares.

Patrícia Comunello

Fonte : Jornal do Comércio

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