EXPOINTER 2017 – AGRICULTURA FAMILIAR – Ano novo, casa nova? Expansão do Pavilhão da Agricultura Familiar deve sair em 2018

Expectativa é que a obra, que dobrará os atuais 3,5 mil m2, esteja pronta para a próxima Expointer

Expectativa é que a obra, que dobrará os atuais 3,5 mil m2, esteja pronta para a próxima Expointer

MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC

Guilherme Daroit

Anunciada há mais de cinco anos, a expansão do Pavilhão da Agricultura Familiar, no Parque de Exposições de Assis Brasil, parece finalmente estar saindo do papel. A expectativa, tanto do governo quanto das entidades, é de que a obra, que dobrará os atuais 3,5 mil m2, esteja pronta para a próxima Expointer, em 2018, ano que marcará a 20ª participação das agroindústrias na feira de Esteio. A licitação para a construção é prometida pelo governo ainda para este mês.

"Já foram feitos todos os ajustes, está tudo certo, o próximo passo é licitar", conta o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo. Diretor do parque, Sandro Schlindwein acrescenta que o processo passou por ajustes junto à Caixa Econômica Federal ao longo de seis meses, e há poucos dias chegou à Contadoria e Auditoria Geral do Estado (Cage), última etapa para o certame.

Há anos, o Estado recebeu R$ 1,462 milhão da União para o projeto, complementados com uma contrapartida de R$ 1,420 milhão do Piratini. Os valores estão garantidos, mas só até o fim do ano, data limite para a licitação.

O atraso se deu porque, no primeiro processo licitatório, a vencedora até chegou a iniciar as obras, mas logo rompeu o contrato. Nem a segunda e nem a terceira colocadas aceitaram assumir a construção, o que exige o novo pregão. Além disso, com a demora, a verba se tornou insuficiente para o projeto inicial. Para caber no orçamento, a planta teve de ser atualizada, excluindo banheiros e cozinhas. De documentação, só faltaria a garantia de habite-se ao novo projeto.

"Imaginamos 60 dias para a licitação, e mais de 60 a 90 dias para a construção, pois é uma obra curta, só de fundações, piso e cobertura, como os demais", projeta Schlindwein. A demora foi tanta que teve até um lado bom: como os recursos ficaram depositados na Caixa, os rendimentos já estariam na casa dos R$ 800 mil, valor que não pode ser utilizado no projeto inicial, mas, na sequência, deve ser utilizado em uma 2ª fase, retomando os planos dos sanitários e cozinhas abandonados no meio do caminho.

Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) – uma das entidades promotoras do espaço junto à Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Emater, Fetraf e Via Campesina – aguarda a obra para ampliar a participação. "Neste ano, tivemos 201 agroindústrias aqui e, se tivéssemos mais espaços, preencheríamos facilmente", comenta Silva. Não necessariamente, porém, haverá o dobro de agricultores. O objetivo é aumentar os estandes e também das áreas de circulação, aumentando o conforto a expositores e visitantes.

Com a nova estrutura, Silva ainda espera que se acelerem os planos de manter uma estrutura permanente nos pavilhões, que permitam a realização de feiras durante todo o ano. Os alimentos orgânicos também poderão ganhar um espaço próprio dentro da estrutura.

Fonte : Jornal do Comércio

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