Expodireto para superar a seca

Exposição terá R$ 1 bilhão em crédito para compra de máquinas e equipamentos no mês de março em Não-Me-Toque

 Nei Mânica e Veríssimo de Jesus em lançamento ontem na Capital<br /><b>Crédito: </b>  bruno alencastro

Nei Mânica e Veríssimo de Jesus em lançamento ontem na Capital
Crédito: bruno alencastro

Com o desafio de reduzir os efeitos da seca sobre as vendas e se aproximar do recorde de R$ 1,04 bilhão da edição passada, a Expodireto 2012 foi lançada ontem, na Capital, com 450 expositores confirmados, previsão de 70 países presentes e lista de espera no setor de máquinas mesmo com a ampliação dos espaços no Parque da Cotrijal. Considerada uma das principais exposições de difusão de tecnologia do país, a feira será realizada de 5 a 9 de março, em Não-Me-Toque. O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, considera a tarefa árdua, mas não tem dúvidas de que serão fechados grandes negócios. Ciente do desânimo no campo, os organizadores também estão mobilizados para manter o público de 161 mil agricultores registrados em 2011. "É nos momentos de dificuldades que se buscam soluções. A Expodireto é uma boa oportunidade de buscar novas tecnologias", disse Mânica, durante o lançamento, que contou com a presença de autoridades e dirigentes empresariais, entre eles, o vice-presidente do Grupo Record RS, Veríssimo de Jesus.
A confiança de Mânica baseia-se no fato de que parte dos produtores gaúchos está capitalizada e, além disso, as indústrias de máquinas terão descontos promocionais. Banrisul, Badesul e BRDE oferecerão R$ 1 bilhão em crédito. Outra aposta para driblar os reflexos da estiagem é a ampliação das rodadas de negócios de dois para cinco dias. São esperadas 90 delegações para negociar, além de máquinas e implementos, produção vegetal e animal e laticínios. Apesar do otimismo, o presidente do Simers, Claudio Bier, prevê redução de 10% na venda de máquinas. Ele espera que, até a exposição, chova, beneficiando a soja.
Para o presidente da Fetag, Elton Weber, o ritmo dos negócios dependerá de novas medidas federais contra a seca que aliviem as finanças dos agricultores familiares, dentre elas rebate de 50% nos pagamentos de custeio de quem não possui cobertura de seguro e linha de financiamento de R$ 20 mil por propriedade com dez anos de pagamento sem juro e desconto de 50% em todos os municípios com decreto de emergência. "Feio é apelido", disse ao referir-se ao atual cenário causado pela falta de chuvas. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, acrescenta que é preciso discutir medidas de longo prazo como a remodelagem de um seguro agrícola que proteja a renda do produtor e não apenas os contratos de financiamento. Hoje, o assunto estará em discussão na Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).
O setor cooperativo está cauteloso. De acordo com o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, até agora as cooperativas desconhecem as condições para acesso aos R$ 200 milhões anunciados pela União, o que depende da normatização do CMN. Os organizadores esperam dois ministros para a Expodireto.

Fonte: Correio do Povo

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