Expodireto mantém otimismo para superar turbulência política do Brasil

Tecnologia e equipamentos estão entre os atrativos da feira que espera fechar R$ 2,1 bilhões em negócios

Tecnologia e equipamentos estão entre os atrativos da feira que espera fechar R$ 2,1 bilhões em negócios | Foto: André Ávila/CP Memória

Tecnologia e equipamentos estão entre os atrativos da feira que espera fechar R$ 2,1 bilhões em negócios | Foto: André Ávila/CP Memória

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  • Correio do Povo

A 17ª Expodireto Cotrijal começa nesta segunda-feira, em Não-Me-Toque, sob o impacto da turbulência política e econômica do país. Até a próxima sexta-feira, a expectativa dos organizadores é alcançar um volume de negócios próximo dos R$ 2,1 bilhões obtidos no ano passado. Cerca de 230 mil pessoas deverão passar pelo Parque da Expodireto nos cinco dias do evento. A solenidade de abertura, marcada para as 9h, não contará com a presença da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que cancelou a vinda alegando motivo de doença na família.

O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, lamentou a ausência da ministra. “A não vinda frustra porque ela poderia estar passando alguma informação importante ou anunciando alguma medida, mas a feira não tem prejuízo nenhum”, afirmou. A expectativa, no entanto, é de que o Ministério da Agricultura envie um representante. Os reflexos dos fatos políticos e econômicos da última semana, no entanto, não deverão passar em branco durante a exposição. “Acredito que o que aconteceu é mais positivo, embora eu acredite que o dólar não deva ter uma queda muito grande, porque o Brasil depende muito das exportações”, avalia Mânica.

Se por um lado a perspectiva é de uma safra boa de soja e de milho, por outro, há o temor de que a queda do dólar reduza o preço pago pela saca. A moeda americana, que na última semana chegou a estar cotada acima de R$ 4,00, caiu para R$ 3,75 na sexta-feira, após a movimentação no mercado econômico provocada pela Operação da Polícia Federal que envolveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A turbulência acabou derrubando o câmbio e trouxe um prejuízo grande”, define o presidente da Aprosoja/RS. Décio Teixeira. Apesar disso, o dirigente mantém o otimismo para a Expodireto e acredita que é preciso ter uma visão de longo prazo para a feira. “É uma oportunidade muito grande para o produtor conhecer novos equipamentos e tecnologias”, descreve. “Você pode até não comprar no dia, mas vai levar a ideia para o futuro”, acrescenta.

Mesmo sem a presença da ministra, entidades que encaminharam demandas ao governo federal esperam ouvir respostas de algum representante durante a feira. No caso da Fetag, a reivindicação envolve a prorrogação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e definições sobre o seguro agrícola. O presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, diz que espera que o governo ainda anuncie subvenções ao prêmio da safra atual. Já a Federarroz aguarda por novidades sobre o socorro aos produtores prejudicados pelas enchentes do final do ano passado. “Sempre é possível. Geralmente são nesses palcos que se oportunizam anúncios”, diz o vice-presidente de Mercado, Política Agrícola e Armazenagem, Daire Coutinho Neto.

 

Fonte: Correio do Povo

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