EXPODIRETO 2019 – AGRONEGÓCIOS – Colheita da soja deve alcançar segunda marca histórica em 2019

No somatório geral dos grãos, o atual ciclo poderá render a segunda maior colheita gaúcha da história

No somatório geral dos grãos, o atual ciclo poderá render a segunda maior colheita gaúcha da história

MARIANA CARLESSO/JC

Thiago Copetti, de Não-Me-Toque

Está sendo colhida no Rio Grande do Sul uma nova grande safra de soja, e que deve ficar muito próxima do recorde alcançado em 2017, quando foram colhidas 18,74 milhões de toneladas. De acordo com dados divulgados pela terça-feira pela Emater, na Expodireto, a produção gaúcha no ciclo atual deve alcançar 18,54 milhões de toneladas.

Se levado em conta o levantamento também divulgado ontem pela Conab, o Estado se aproximará ainda mais dos níveis de 2017 e deve somar 18,69 milhões de toneladas. Há quem ainda espere que o Estado possa superar o volume de 2017, como André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, que fez uma palestra sobre o mercado da soja no auditório central do parque exposições da Cotrijal, em Não-Me-Toque.

Para a Emater, porém, possíveis alterações para cima nesta reta final não devem ser suficientes para superar a colheita histórica registrada há dois anos. O fato é que com a colheita já em andamento e soja vistosa no campo, se não ocorrer nenhum grande problema climático nas próximas semanas, as lavouras gaúchas terão mais um ano excepcional em termos de volume. Não fosse a queda da produtividade em relação à safra 2016/2017 (que caiu de 3,38 mil quilos por hectare para 3,196, um novo recorde seria registrado).

No somatório geral dos grãos, o atual ciclo poderá render a segunda maior colheita gaúcha da história, com 33,4 milhões de toneladas, o que deve render aos produtores ao menos R$ 31,29 bilhões. Desse total, quase 70% com origem na oleaginosa. O valor é semelhante ao ano anterior, de acordo com presidente da Emater, Iberê de Mesquita Orsi.

“O grande problema é seguirmos sempre baseados na exportação de commodities. Se exportássemos farelo, óleo e outros produtos beneficiados, o valor que ficaria no Estado seria muito maior”, lamenta Orsi.

Fonte : Jornal do Comércio