Evento inédito discute operações de barter no agronegócio brasileiro

Modelo de negócio consiste em troca de uma parte da produção por insumos necessários à lavoura

AP Photo/Frank Augstein

Foto: AP Photo/Frank Augstein

Operação de barter pode ser uma grande conveniência do ponto de vista do agricultor

Operação de troca de uma parte da própria produção agrícola por insumos necessários à lavoura, o barter surgiu no mercado do agronegócio no Brasil há cerca de 12 anos e tornou-se uma prática dos líderes globais do setor. Para discutir esse modelo de negócio, será realizado o I Fórum Barter Brasil, no dia 12 de março, das 14 às 19 horas, no auditório da Dow AgroSciences, em São Paulo. Representantes de empresas de sementes, defensivos, fertilizantes, tradings, cooperativas, consultorias, bancos e bolsas de mercadorias e futuros participarão do evento gratuito, realizado pela Success Tecnologia.

– A importância dessa modalidade de negócio tem sido cada vez mais crescente porque, mesmo que o produtor rural tenha recursos próprios para pagar os insumos necessários à lavoura, ele já se habituou a medir qual será sua rentabilidade em termos de troca. Se um sojicultor tem produtividade histórica média de 50 sacas por hectare e, por exemplo, negocia todos seus insumos por 20 sacas por hectare, a maior parcela de seu custo fica protegida sob a mesma “moeda” de produção, a soja, independente de queda no preço da soja no decorrer da safra. Isso permite o melhor planejamento do agricultor e, consequentemente, melhor rentabilidade – esclarece Cesar Vieira Junior.

Para o gerente de barter da Dow AgroSciences, essa é uma grande conveniência do ponto de vista do agricultor. Já para a empresa de insumos, o ponto favorável é a gestão do crédito – além da CPR (Cédula de Produto Rural), que é o lastro principal do crédito.

Nessa modalidade de negócio, em geral, está envolvida uma trading company (recebedora dos grãos) que é um importante agente do mercado, capaz de diminuir o chamado risco moral de crédito e trazer mais responsabilidade para quem é financiado.

– O produtor pode receber todo o pacote tecnológico – sementes, fertilizantes e agroquímicos – ou a maior parte dele definido numa troca única. E a liquidação do pagamento dos produtos é ligada à venda e entrega da commodity (soja, milho, algodão etc.). Tanto a indústria como seus distribuidores ou revendas devem estar preparados para gerenciar isso – destaca.

Na abertura do fórum, Oscar Burd, presidente da Success Tecnologia, apresentará os benefícios da tecnologia para controlar e otimizar as operações de barter, com redução dos riscos e maiores margens. Na sequencia, Artur Manoel Passos, do Itaú BBA, falará sobre o cenário macroeconômico e do agronegócio nacional com ênfase em barter, e Tiago Votta, da Bloomberg, explicará sobre Derivativos e Instrumentos Financeiros em estratégias de barter. O evento será finalizado com uma mesa redonda com a participação de representantes de empresas do setor.

RURALBR, COM INFORMAÇÕES DO FÓRUM BARTER BRASIL

Fonte: Ruralbr

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