Evento discute oportunidades para o Brasil liderar oferta de alimentos e energia renovável

Segundo a ONU, produção agrícola mundial precisa crescer cerca de 60% até 2050 para atender necessidades de consumo estimada

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Foto: Abrag/Divulgação

Evento discutiu estratágias do agronegócio brasileiro para conquistar a liderança na produção de alimentos e combustíveis renováveis

As estratégias do agronegócio brasileiro para consolidar a posição do Brasil como líder na produção mundial de alimentos ecombustíveis renováveis foram discutidas nesta segunda, dia 6, no 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo.
A produção brasileira de alimentos e energias abriu a discussão sobre a instabilidade na oferta mundial. Segundo um estudo dasNações Unidas, a produção agrícola mundial precisa crescer cerca de 60% até 2050 se quiser atender a todas as necessidades de consumo de alimentos da  população estimada.
Na avaliação do Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o Brasil vai se tornar responsável por cerca de 40% do crescimento necessário para garantir segurança alimentar ao mundo. O índice é resultado do grande potencial do agronegócio brasileiro. 
As perspectivas para o setor energético brasileiro também são bastante positivas. Segundo estimativas, nos próximos 20 anos será preciso descobrir o equivalente a quatro Arábias Sauditas em petróleo, o que equivale a um aumento de 40 milhões de barris por dia em relação ao volume produzido atualmente.
Mesmo vivendo uma de suas piores crises, a cana-de-açúcar continua sendo a grande promessa para o futuro. Depois da crise econômica mundial de 2008, muitas empresas faliram e outras ainda tentam se manter, mas a falta de uma política clara e novos investimentos travam o potencial do setor. Ainda assim, segundo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), quando se fala em etanol, o Brasil possui vantagem, uma vez que o combustível já é responsável pelo abastecimento de 45% da frota brasileira de automóveis. De acordo com o presidente da entidade, Luis Carlos Corrêa Filho, nos próximos 20 anos o bagaço da cana deverá gerar energia suficiente para suprir o consumo de 73 milhões de pessoas, uma população sete vezes maior que a da cidade de São Paulo hoje.

O presidente da multinacional Monsanto, André Dias, diz que a responsabilidade do país na tarefa já é reconhecida. Segundo Dias, o produtor brasileiro tem conseguido, ao longo do tempo, potencializar os ganhos, sem ampliar a área plantada, o que reforça a capacidade do pais em desenvolver uma agricultura sustentável.
Governo fará parceria para ampliar capacidade de armazenamento de grãos, diz Ministro da Agricultura
Durante o evento, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, assegurou que o governo federal vai se empenhar na formalização de parcerias com o setor privado para garantir o aumento da capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mendes Ribeiro também prometeu investimentos em logística para o escoamento da próxima safra.
– Vamos fazer parcerias com a iniciativa privada e construir armazéns, mas temos [também] que plantar mais milho no Sul – disse, em referência às dificuldades de transporte do grão produzido no Centro-Oeste até a região.
O ministro tratou da questão ao responder pergunta dos jornalistas sobre a falta de armazenagem para acolheita do milho em Mato Grosso, onde deverão ser colhidos 14 milhões de toneladas do cereal. Ele também reiterou que não faltarão recursos para a agricultura, lembrando que o Plano Agrícola e Pecuário, lançado no dia 28 de junho, prevê investimentos de R$ 115,2 bilhões.
Mendes Ribeiro também comentou a questão do embargo russo à carne suína brasileira e disse esperar uma posição favorável da missão técnica do país que esteve no Brasil para realizar inspeção sanitária. Segundo ele, até o fim da semana deve haver uma posição mais concreta sobre o tema.
O ministro fez projeções otimistas sobre a capacidade de o Brasil ter, no futuro próximo, papel relevante na demanda mundial de alimentos. Segundo ele, em 2050, o consumo de cereais deverá crescer de dois bilhões para três bilhões de toneladas, enquanto que o de carne deve passar de 200 milhões para 470 milhões de toneladas. Diante disso, Mendes Ribeiro salientou a importância dos investimentos no sistema de armazenagens de grãos pela Conab.
Para o secretário nacional de Política Agrícola, Caio Rocha, o país está preparado para ser um grande fornecedor de alimentos porque tem ampliado a área plantada a cada safra em torno de 1,4%, com um ritmo de aumento da produtividade bem maior, em torno de 3%.

CANAL RURAL COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL

Fonte: Rurabr

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