Eterna polêmica

Independentemente da lei ambiental que venha a ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff, de antemão já se sabe que não será o marco legal sonhado pelos produtores rurais, tampouco pelos ambientalistas. O tema é complexo, polêmico, ambas as partes envolvidas na discussão têm suas razões, e a questão não se resolverá com a supressão desse ou daquele artigo polêmico. Mesmo sendo lei ordinária, que pode ser modificada mais adiante, de acordo com a realidade de cada Estado, o novo Código Florestal não pode abarcar em seu artigos a diversidade ambiental brasileira.
O país tem biomas diferentes, situações que mudam de uma região para outra, e nenhuma legislação, por mais bem intencionada que seja, pode dar conta de todas essas demandas. Certamente muitos pontos da nova lei terão de ser revisados mais adiante, e, quem sabe, modificados. Mas é importante que se tenha um ponto de partida, uma base legal, sobre a qual se possa discutir. O que não se concebe é que ainda hoje tema tão importante para a vida dos brasileiros, do campo e da cidade, seja regulado por uma legislação velha de mais de 40 anos. Nem que, por falta de vontade política para enfrentar o tema no Congresso, a regulamentação ambiental venha a ser feita mais tarde pelo Judiciário.

Fonte: Zero Hora  | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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