Estocar em silos bolsa é solução até que a safra seja escoada

Uma alternativa pouco adotada pelos produtores gaúchos para armazenar a safra ganha peso no Estado devido à falta de transporte para escoar a atual produção. Os silos bolsa, bastante usados na Argentina, por exemplo, tiveram a procura ampliada por aqui neste ano.

Sem conseguir caminhão para o transporte, ou por medo de não obter o serviço de transporte na quantidade necessária, agricultores de diferentes regiões estão investido nesta solução emergencial.

Alessandro Jung, proprietário da Silo Press, conta que a demanda cresceu até 100% em alguns estados, mas no Rio Grande do Sul o uso ainda é restrito. Parte dos produtores, preocupados com a armazenagem e transporte, está desocupando silos com trigo às pressas para colocar neles soja. O entrave, diz o também produtor rural, é o preço atual do produto, que sofre restrições com o preço da resina para produção da ráia, com alta próxima mês a mês desde o inal do ano passado.

"Eu comprei por R$ 1,6 mil cada bolsa, à vista, em 15 de janeiro. Preciso ter sempre uma reserva de 50 unidades.

Fui comprar mais 100 em 6 de fevereiro e o valor já passou para R$ 1,8 mil. E não existe mais para pronta entrega", avisa Jung.

José Domingos Teixeira, coordenador do núcleo da Aprosoja de Tupanciretã, também destaca que o armazenamento próprio com silos bolsa cresce também como ferramenta inanceira.

Ao reservar parte da produção consigo, os produtores tanto podem negociar mais tarde o grão (em busca de melhor cotação) quanto o frete em um período de menor demanda (e com menor preço). Cada silo bolsa, explica Jung, pode armazenar 200 toneladas, ou cerca 3,3 mil sacas de grão, e tem cerca de 60 metros de comprimento.

Fonte: Jornal do Comércio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *