Estiagem terá decreto coletivo de emergência

Decisão do Estado atenderá sugestão do governo federal e beneficiará todos os municípios afetados pela seca

No interior do município de Três Passos, Noroeste do Estado, o problema é grave e afeta produtores rurais. Gado já não encontra água para beber<br /><b>Crédito: </b> WALTER WERLE / ESPECIAL / CP

No interior do município de Três Passos, Noroeste do Estado, o problema é grave e afeta produtores rurais. Gado já não encontra água para beber
Crédito: WALTER WERLE / ESPECIAL / CP

Um decreto de emergência coletivo poderá ser emitido pelo governo do Estado em nome dos municípios atingidos pela estiagem. O governador em exercício do RS, Beto Grill, anunciou ontem a articulação feita com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que sugeriu a medida com a finalidade de acelerar o acesso a programas da Defesa Civil e a liberação de recursos para os produtores prejudicados. Gleisi e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anteciparam o retorno de suas férias para tratar da crise causada pela seca no Rio Grande do Sul e das tragédias ocasionadas pelas chuvas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Até o final da tarde de ontem, 47 prefeituras haviam decretado estado de emergência e outras 29 tinham emitido notificações preliminares sobre os danos decorrentes da estiagem. O número, porém, tanto das cidades atingidas quanto da estimativa de perdas, aumenta a cada dia sem chuva. Conforme a Defesa Civil, as regiões Central e Noroeste são as mais afetadas, e a cultura de milho, a mais prejudicada. "Diferente do que ocorreu no ano passado, quando a seca atingiu a região Sul e a Campanha, com impacto sobre abastecimento humano e criação animal, neste ano, o problema atinge quase exclusivamente a produção agrícola", descreveu. Mas existem sérios problemas na região abastecida pelo Rio dos Sinos.

Fonte: Correio do Povo

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