Estiagem começa a afetar a produtividade da soja no Rio Grande do Sul

Mesmo que grão mantenha a qualidade, falta de chuva reduz a safra e preocupa produtores

Roberto Witter
Foto: Roberto Witter / Agencia RBS

Em Pejuçara, diminuição do tamanho das plantas é percebida por agricultores

Com a estiagem avançado no Rio Grande do Sul, produtores de soja que investiram no plantio antecipado estão preocupados com o desenvolvimento da lavoura. A pouca chuva pode deixar as plantas menores, o que reduz a produtividade mesmo sem afetar a qualidade.

Nas regiões em que foi semeada até a primeira quinzena de outubro, a soja se aproxima da fase de florescimento, quando a chuva é crucial. Por isso, o mês de janeiro será decisivo. No entanto, meteorologistas traçam prognósticos preocupantes.

– Na primeira quinzena de janeiro, a previsão aponta apenas chuva em áreas isoladas e em pouca quantidade. E não há nada que mostre mudança substancial para a segunda quinzena – afirma o meteorologista Cleo Kuhn.

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Com 1,6 mil hectares de soja cultivados em Boa Vista do Cadeado, no noroeste do Estado, Sérgio Ferreira diz que as perdas já se aproximam da metade da lavoura. No interior de Pejuçara, também no noroeste, o produtor Afonso de Souza vê a expectativa de uma boa safra se perder:

– Já era para a soja estar com cerca de 40 centímetros, hoje os pés estão com 20 centímetros. Onde pretendia colher 45 sacas por hectare, deverão ser 35 .

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater, Paulo Rugeri, a tendência é de que as plantas não se desenvolvam muito.

– A maioria dos produtores cultivou a soja mais tarde, com isso a planta ainda está em fase de desenvolvimento vegetativo. No entanto, a tendência é de que tenhamos lavouras com estatura menor.

Fonte: Ruralbr | ZERO HORA

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