Estado perde mais de 10 mil empregos no campo

Sazonalidade da produção explica o movimento no segundo trimestre

de fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, registrou saldo negativo de 96 empregos.

No ano, no entanto, o saldo é positivo, com um acumulado de 9.237 postos de trabalho no setor (80.715 admissões e 71.478 desligamentos). Em relação a dezembro de 2019, a variação no estoque de empregos formais do agronegócio gaúcho em junho é de alta de 2,9%.

Seguindo o padrão sazonal da produção agrícola, o setor com a maior criação de empregos nos primeiros seis meses de 2020 foi o de fabricação de produtos do fumo, com 9.881 postos, concentrados na região do Vale do Rio Pardo.No segundo trimestre de 2020, o Rio Grande do Sul registrou redução de 10.053 postos de trabalho com carteira assinada no agronegócio, resultado direto da sazonalidade da produção agrícola, um movimento característico do setor. No mesmo período de 2019, a baixa foi de 15.575 empregos.

Em junho havia 330.402 vínculos ativos com carteira assinada no agronegócio gaúcho.

Isso representa 7,6% do estoque nacional de empregos no setor (4.324.819 empregos). No Brasil, no segundo trimestre, foram criados 33.207 empregos formais no agronegócio ante os três primeiros meses do ano.

As informações fazem parte do boletim Indicadores do Agronegócio do Rio Grande do Sul, divulgado nesta quarta-feira (12) pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

"Em 2020, a contratação temporária de trabalhadores no primeiro trimestre foi menor, um reflexo da queda da produção agrícola. O que vimos no segundo trimestre foi um número de desligamentos estável na comparação com 2019, o que resultou em um saldo menos negativo", destaca Rodrigo Feix, analista do Departamento de Economia e Estatística (DEE/ SPGG).

A redução nos empregos no segundo trimestre ocorreu nos três segmentos que constituem o agronegócio: "antes", "dentro" e "depois" da porteira. A maior redução ocorreu no segmento "depois" da porteira, composto predominantemente por atividades agroindustriais, com menos 6.217 postos. O segmento "dentro da porteira", constituído pelas atividades agropecuárias, obteve menos 3.740 postos, e o "antes da porteira", formado por atividades

Fonte: Jornal do Comércio

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