Estado não deve perder terras cultivadas após adequação no Código Florestal

Parlamentares falaram sobre o trabalho que deve ser feito diante do novo código florestal
Foto: Notícias MS/Edemir Rodrigues

A 38ª Exposição Agropecuária de Ponta Porã começou neste sábado (17), festejada como a edição comemorativa do centenário do município (em julho deste ano). A feira marca também o momento de tranquilidade de produtores e autoridades com o controle sobre a sanidade animal, após o susto provocado pelo surgimento de caso de febre aftosa no vizinho Paraguai no ano passado.

Na cerimônia de abertura oficial, o governador André Puccinelli, ruralistas e parlamentares alternaram discursos otimistas quanto ao bom trabalho que está sendo feito em relação à sanidade e a preocupação com o novo código florestal. Ao lado do senador Waldemir Moka e do deputado federal Reinaldo Azambuja, André destacou a necessidade de união e mobilização no Congresso Nacional para impedir perdas na agropecuária. De acordo com o governador, há o risco de comprometimento de mais de 12 milhões de hectares de terras cultivadas em todo o País, inclusive em Mato Grosso do Sul.

“A pecuária tem hoje 200 milhões de hectares, a agricultura tem 60 milhões. Se o artigo 62 [do novo Código Florestal] não for alterado vão tirar da produção quase doze milhões de hectares. Do nosso Mato Grosso do Sul, 353 mil hectares”, afirmou André.

O questionamento sobre o texto do artigo 62 do Código [que trata do reflorestamento em margens de rios] é por considerar que ele vai criminalizar de forma generalizada mesmo aqueles que já têm a propriedade consolidada há muito tempo. Na avaliação das lideranças sul-mato-grossenses, o produtor não pode ser penalizado – e nem o estado ou País perderem terras produtoras – por ocupações que antigamente não eram ilegais e eram até estimuladas pelo governo central para a interiorização do Brasil.

Puccinelli defendeu a paz e a segurança jurídica no campo, afirmando que é possível a convivência entre produtores e indígenas. Ele pediu mais participação do governo federal para melhorar as condições dos índios nas terras já demarcadas em vez da simples expansão de novas áreas, e condenou com veemência invasões e outras ações ilegais na disputa por terras.
Sanidade

Na 38ª Exporã, os pecuaristas comemoram a liberação da fronteira da pecha de “zona de alta vigilância”, ocorrida há um ano com o reconhecimento da região como livre de aftosa com vacinação. Também demonstram confiança na atuação dos órgãos federais e estaduais, juntamente com os produtores, para impedir ameaça do foco ocorrido recentemente no Paraguai. “Comemoramos este ano de modo diferente da época da ZAV, por estar livre da febre aftosa. Apesar de a situação que ocorreu no Paraguai nos deixar tristes, temos a certeza do trabalho dos produtores e autoridades de lá para coibir esse problema”, disse o presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, Jean Pierre Paes Martins.

A Exporã 2012 terá nove dias de programação. Ao lado do prefeito Flávio Kayatt e a diretoria do Sindicato Rural, o governador visitou algumas instalações e descerrou a placa comemorativa da edição em homenagem ao ano do centenário de Ponta Porã. (com Noticias MS)

Fonte: CapitalNews | Da Redação (LB)

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