Estado deve elevar em 180% produção de biodiesel de soja

Três indústrias projetam para este ano maior processamento do produto, após estagnação

Depois de um período estag-nado, a produção de biodie-sel a partir da soja deve voltar a crescer este ano em Mato Grosso do Sul. Três indústrias estão chegando ao Estado, que atualmente só possui um empreendimento do setor. Já nesta safra, a capacidade de produção regional do bio-combustível deve aumentar em mais de 180%, chegando a 300 mil toneladas por ano.

A americana Cargill anun-ciou que começa a produzir o biodiesel de soja na uni-dade de Três Lagoas ainda neste primeiro semestre. A usina do biocombustível é a primeira da multinacional no País. Segundo a assessoria de imprensa da Cargill, foram investidos R$ 130 milhões na construção do empreendi-mento, anexo à unidade de esmagamento de soja da em-presa já estabelecida na cida-de do Bolsão.

Somente com a Cargill, a produção de biodiesel da oleaginosa vai saltar 182,6% no Estado. Atualmente, só a Delta, empresa instalada em Rio Brilhante, produz o bio-combustível, com capacidade de produção de aproximadas 2,5 mi DE LITROS

de biodiesel de soja fo-ram produzidos no País em 2011, de acordo com a União Brasileira do Bio-diesel (Ubrabio). A soja utilizada para produzir biodiesel correspondeu a 10% de toda a safra do ano passado.

109,5 mil toneladas por ano, montante que deve saltar para 309,5 mil com o come-ço dos trabalhos na usina da multinacional em Três La-goas. A empresa americana é especializada em comer-cializar e processar soja e outros GRÃOS e oleaginosas, e é uma das maiores expor-tadoras e processadoras da commodities do Brasil.

De acordo com Jona-thas Soares de Camargo, superintendente Estadual de Indústria e Comercio da Secretaria de Estado de Produção e Indústria (Se-protur), outras duas em-presas já negociam para se instalarem no Estado, uma

em Caarapó, outra em Si-drolândia. "Uma delas já está com o licenciamento pronto e a área cedida pe-la prefeitura, acredito que em 2013 inicie a produção. A outra já tem a parte física pronta", comentou o supe-rintendente.

O processo mais avança-do é na cidade de Sidrolân-dia, onde deve se instalar a Rio Pardo Bioenergia. Com a promessa de um método totalmente novo na produ-ção de biocombustível de soja, a empresa prefere não revelar detalhes da opera-ção. "Somente lá por março poderemos esclarecer mais sobre o assunto", informou Osvaldo de Aguiar, um dos representantes da empresa.

Já a unidade de Caara-pó, ainda não totalmente concluída, é da fabricante de biodiesel Agrenco, em recuperação desde 2009. A empresa suíça Glencore assumiu o posto de opera-dor estratégico da Agrenco, e pode retomar a produção.

Em 2010, o País passou a adotar o B5, uma mistura de diesel com 5% de biodiesel, que demanda quase 2 mi-lhões de toneladas de óleo de soja por ano no Brasil.



Fonte: CORREIO DO ESTADO – MS

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