ESTADO AVANÇA NA APLICAÇÃO DE CALCÁRIO

Programa de fomento garantiu maior correção do solo pelos agricultores

Nas últimas duas safras, o Estado teve incremento significativo na correção da acidez do solo com a aplicação de calcário. Levantamento do Sindicato da Indústria de Calcário no RS (Sindicalc) aponta que, considerando todos os tipos de solo, o agricultor gaúcho tem usado, em média, 3,5 toneladas por hectare. Em 2010/ 2011, esse volume era de 1,5 a 2 toneladas por hectare. Para o presidente do Sindicalc e da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola, Oscar Alberto Raabe, ainda é possível avançar e chegar a 5 t/hectare. Ele estima que, assim, seria possível triplicar a produção gaúcha em dois anos. ‘Isto se nós fizéssemos uma correção no Estado, atendendo a todos os municípios que precisam.’ A média de uso varia de acordo com a cultura e o sistema produtivo. Para o agrônomo Dirceu Gassen, da Cooplantio, a média hoje seria de uma tonelada por hectare no plantio direto.

Um dos incentivos para a elevação de utilização tem sido o Programa Estadual de Correção da Acidez do Solo, coordenado pela Fepagro e pela Secretaria de Agricultura (Seapa). Em um ano e meio, com a distribuição de R$ 7,2 milhões em recursos, foram beneficiados 12 mil agricultores familiares de 119 municípios. De acordo com o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos, a meta é chegar a 200 municípios até abril de 2015.

Por meio de convênio com as prefeituras, que ficam responsáveis pela compra do calcário, cada município recebe R$ 60 mil. Com esse valor, é possível adquirir de 1,3 mil a 1,5 mil toneladas de calcário por município. O Sindicalc tem acordo com a Fepagro para o fornecimento de matéria-prima. ‘Queremos mostrar para o agricultor que quem fez a correção do solo está tendo resultados’, explica Raabe. A contrapartida, que pode ser compartilhada entre os produtores e a prefeituras, é o custo com frete e com a análise do solo.

Regiões na ponteira

Vale do Rio Pardo – R$ 1,26 milhão

Alto da Serra do Botucaraí – R$ 840 mil

Central – R$ 780 mil

Sul – R$ 600 mil

Médio Alto Uruguai – R$ 540 mil

Celeiro – R$ 420 mil

Jacuí-Centro – R$ 420 mil

Vale do Jaguari – R$ 420 mil

Fonte: Correio do Povo

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