Especialistas: crise do Proálcool requer ação do governo

A crise atual do programa de etanol brasileiro é a mais grave da história do setor e, para ser superada, necessita da intervenção do governo. A avaliação é de representantes de instituições de pesquisa, das indústrias sucroalcooleira e automotiva e do governo que participaram do seminário O Renascimento do Bioetanol Brasileiro: Os Fundadores do Proálcool, organizado pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade São Paulo.

De acordo com os especialistas, o Brasil precisa criar políticas públicas para assegurar a continuidade do programa e evitar ou minimizar as sucessivas crises do setor sucroalcooleiro.

"A crise atual é a mais séria, porque depende de políticas públicas para corrigir a distorção do preço da gasolina, que está congelado, enquanto os custos de produção do álcool e da cana dobraram nos últimos oito anos", diz o empresário Maurílio Biagi Filho.

A opinião de Biagi Filho é compartilhada por Cícero Junqueira Franco, fundador da Usina Vale do Rosário e um dos idealizadores do Proálcool juntamente com o engenheiro Lamartine Navarro Júnior (1932-2001). "É preciso iniciar uma prática de política pública para o álcool. Até hoje estamos patinando nesse quesito, o que gera insegurança tanto para os produtores de álcool como para os consumidores", diz Franco em reportagem realizada pela Agência Fapesp.

Fonte: Terra