ESPECIAL FENASUL | Alfafa ganha espaço no pasto

Leguminosa é alternativa para ampliar a produtividade de leite no Estado

Manter uma boa alimentação é o modelo defendido pelos médicos para evitar doenças e manter uma vida mais saudável. Essa recomendação, dada às pessoas, também pode ser usada quando o assunto é produção do gado leiteiro.
A qualidade e o tipo de alimento estão diretamente relacionados com a conversão nutricional – ou seja, a quantidade de leite produzido. No Rio Grande do Sul, começa a ganhar terreno a alfafa, leguminosa mais comum na alimentação de equinos. O Estado é o segundo maior produtor de leite do país, com cerca de 3,87 bilhões de litros de leite por ano, ficando atrás apenas de Minas Gerais, com 8,75 bilhões, segundo dados do IBGE de 2011. No Brasil, o volume total é de 32,09 bilhões de litros
Em um circuito dominado pelo uso de gramíneas, a alfafa se diferencia na criação do gado de leite ao aumentar essa conversão de pasto em leite. No caso de Valdir Schwantes, de Ibirubá, a planta ocupa atualmente três dos 85 hectares da propriedade e é usada como complemento na alimentação dos 107 animais – ainda baseada no uso de tifton, sorgo e milheto, no verão, e de azevém, no inverno. O produtor estima um ganho de dois litros a mais por dia na produção dos animais com o uso da alfafa.
– O problema, mais do que os custos, são as (plantas) invasoras, que são difíceis de controlar mesmo com herbicida – avalia Schwantes.
CUSTO INIBE EXPANSÃO DA CULTURA
Com alto teor de proteína, um dos componentes mais caros da ração animal, a leguminosa foi preterida por um longo período no Estado em razão dos altos custos de implantação da cultura. Apesar do uso crescente para alimentação do gado leiteiro, a alfafa ainda tem um custo inicial inibidor. O valor é estimado pela Emater em torno de R$ 2,5 mil por hectare. Como a planta não admite solos ácidos e tem raízes fundas, há mais trabalho na preparação do solo e mais investimento em adubação.
A qualidade da alfafa garante a redução nos custos de produção por fornecer proteínas de forma mais econômica. Na prática, como oferece mais proteína reduz a necessidade de ração a ser ofertada no cocho. Com isso, o custo acaba sendo reduzido, como observa o assistente técnico da Emater Jaime Eduardo Ries.
vagner.benites@zerohora.com.br

VAGNER BENITES

Fonte: Zero Hora

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