Equipamento de proteção individual é pouco utilizado

A grande maioria dos casos de intoxicação por agrotóxicos ocorre durante o trabalho, de acordo com a médica toxicologista Isabela Gavioli, coordenadora clínica do Centro de Informações Toxicológicas do Estado (CIT/RS). Como não tem chefe para obrigar a utilizar o equipamento de proteção, o agricultor acaba adotando muito pouco esse sistema de segurança, analisa Isabela:
– Além disso, o agricultor não tem vínculo com a indústria, que compra a produção, e se sujeita às piores condições de trabalho para conseguir um rendimento maior. Aí, entram questões como a aplicação de agrotóxicos proibidos, contrabandeados pelas fronteiras.
Em 2013, foram registrados no CIT 612 casos de intoxicação por insumos agrícolas no Estado, com 14 mortes. No ano anterior, foram 620 casos e oito óbitos.
– Os produtores só vão ao hospital quando já estão morrendo. A intoxicação crônica passa despercebida porque apresenta sintomas inespecíficos, como de gripe ou intoxicação alimentar – alerta Isabela.

Fonte: Zero Hora | por Thiago Copetti

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