Entram em vigor hoje os novos códigos de operações de câmbio

A partir desta segunda-feira, bancos e corretoras que atuam no Brasil usarão novos códigos de classificação de operações de câmbio, como programado pelo Banco Central (BC). Em 2013, o BC publicou quatro circulares (que vão do número 3.688 ao 3.691) que substituem o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI) e preveem a implementação das novas classificações a partir de hoje. Embora bancos e corretoras tenham se preparado para isso, até mesmo passando por testes, profissionais do mercado não descartam algum tipo de transtorno no primeiro dia.

Por isso, algumas corretoras orientaram os clientes a postergar para amanhã operações cambiais mais importantes. “A questão dos códigos vem sendo desenvolvida há tempos e todo mundo fez testes. Só que os bancos colocaram a hipótese de, no primeiro dia, poder ocorrer algum tipo de intercorrência”, afirma o economista Sidney Nehme, da NGO Corretora.

O gerente de Câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel, explica que os clientes são orientados a, em função da nova dinâmica, informar, claramente, qual é a natureza da operação com moeda estrangeira. “Pedimos para eles explicarem o que está sendo feito para que possamos fazer o enquadramento correto, conforme os novos códigos de operação”, orienta.

De acordo com o gerente de Câmbio da Correparti Corretora, João Paulo de Gracia Corrêa, apesar de a novidade poder causar algum tipo de transtorno no primeiro dia, a dificuldade deve limitar-se ao campo administrativo, sem influenciar, diretamente, as cotações do dólar no País.

Essa também é a percepção do chefe da mesa de câmbio de um grande banco, segundo quem as mudanças não influenciarão as cotações de hoje. “Houve mais de seis meses de testes, e as mudanças são normais, de enquadramento. Não acredito que vão fazer preço na cotação do dólar”, afirmou. A nova classificação das operações no mercado de câmbio consta da Circular 3.690 do BC, publicada em 16 de dezembro.

Fonte : Jornal do Comércio | Estadão