Entrada da safra leva preço do arroz para estabilidade

Quedas verificadas neste ano são consideradas reflexos da evolução da entressafra para a colheita e eram esperadas por entidades de produtores

03/03/2021 | 20:33

Nereida Vergara

Preço do grão está menor do que no pico, mas é superior ao de março de 2020

Preço do grão está menor do que no pico, mas é superior ao de março de 2020 | Foto: Paulo Henrique Santhias / SAR / DIVULGAÇÃO

O preço da saca de 50 quilos de arroz em casca vem recuando durante este ano, à medida em que a entressafra vai ficando para trás e a colheita vai avançando. Pelo Indicador Esalq/Senar-RS, publicado diariamente pelo Cepea, a cotação oscilou de R$ 92,75 em 6 de janeiro para R$ 89.45 em 4 de fevereiro, R$ 87,09 em 25 de fevereiro, e R$ 84,45 nesta quarta-feira. O valor fica abaixo do pico de R$ 106,34, ocorrido em 13 de outubro do ano passado, mas se mantém distante do acima dos R$ 49,20 de 3 de março de 2020.

Este comportamento reflete a entrada de mais produto no mercado nesta época do ano e não deve ser interpretado como uma tendência de queda, afirma o presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho. “Nós já havíamos previsto que no início da colheita o preço se acomodaria por volta dos R$ 85,00, que é o valor que está sendo praticado na exportação”, lembra o dirigente.

Segundo Velho, não há indicativo de queda maior em razão do dólar estar estabilizado acima dos R$ 5,00, da forte demanda internacional pelo produto e de não haver razões para o mercado interno optar por importações. “O arroz trazido de outros países, como, por exemplo, dos Estados Unidos, está chegando ao Brasil acima dos R$ 100,00 a saca, e é um produto de qualidade inferior”, compara.

De acordo com o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Ivan Bonetti, a colheita das lavouras gaúchas tem avançado com tranquilidade e sem atrasos. O último dado apurado pela autarquia é do dia 25 de fevereiro e indica que 5% da área plantada de 944 mil hectares, cerca de 37 mil hectares, já foram colhidos.

Fonte: Correio do Povo

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