Entidades e empresas avaliam seguro rural para o trigo

A maioria das seguradoras está estudando a criação de um mecanismo de proteção para a qualidade do cereal, mas ainda não há prazo de lançamento

26 de julho de 2020 às 16h49
Por Canal Rural

Trigo

Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na sexta, 24, de reunião, por videoconferência, do projeto Monitor do Seguro Rural para discutir e avaliar os produtos e serviços de seguro disponíveis para a cultura do trigo.

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O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, em parceria com a CNA e outras entidades do setor. Foi o quarto encontro para discutir as alternativas de seguro rural nas atividades agrícolas, com a participação de produtores rurais, representantes dos setores público e privado e seguradoras.

Segundo a assessora técnica da CNA, Carolina Nakamura, uma das principais demandas dos triticultores foi o desenvolvimento de seguro para qualidade do trigo. ” As seguradoras se pronunciaram em relação ao questionamento e a maioria delas está estudando, mas que ainda não tem previsão para lançamento desse tipo de produto”, diz.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do ministério, Pedro Loyola, a demanda por seguro de trigo está alta neste ano, pois as contratações em 2020 já superaram as do ano passado. “Até o momento já tem mais de 527 mil hectares segurados. Em 2019, os estados que mais demandaram seguro para trigo foram Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina”.

Durante a videoconferência, o vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Daniel Nascimento, fez uma apresentação sobre os tipos de produtos e serviços disponíveis no mercado para os produtores de trigo. Para o cereal, os produtos existentes são de multirrisco e de risco nomeado, para granizo e geada.

De característica mais geral, outra dúvida apresentada pelos produtores foi em relação a mudança de talhão. Isso porque, para alterar a coordenada geográfica, seria necessário cancelar a apólice. Nesse ponto, Glaucio Toyama, Head de Agro da Swiss Re, esclareceu que é somente necessário avaliar se essa mudança não trouxe mudança no risco. Isso é mais fácil de avaliar quando é um risco único. Se for nessas condições, a maioria das seguradoras comentou que esse procedimento já está previsto e não precisa cancelar a apólice.

A reunião teve a participação de mais de 60 pessoas e mais de 10 seguradoras.

Fonte: Canal Rural

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