Entidades apresentam ações de defesa vegetal

Entre os temas abordados por sindicatos e associações estão o contrabando de agrotóxicos e o descarte de embalagens

Nestor Tipa Júnior, de Indaiatuba (SP)

FÁBIO GONZALEZ/DIVULGAÇÃO/JC

Marini apresentou os dados de apreensão de defensivos ilegais no País

Marini apresentou os dados de apreensão de defensivos ilegais no País

As ações relativas à defesa vegetal no País foram tema de uma série de palestras realizadas ontem, no Campo de Provas da General Motors, em Indaiatuba, interior do estado de São Paulo. A programação fez parte da 12ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
O gerente de produtos do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), Fernando Marini, falou sobre as ações de combate ao contrabando de agrotóxicos. A entidade trabalha desde 2001 na prevenção e punição dos crimes praticados por quadrilhas e que contam, em parte das vezes, com o apoio de agricultores. Conforme o dirigente, tanto os agricultores quanto as autoridades não consideravam o contrabando de agrotóxicos como um crime quando foi lançada a campanha. “Muitos  agricultores têm a ideia de que o crime organizado está apenas nos centros urbanos, mas também está no campo”, afirma.
Segundo Marini, desde o início da campanha até este ano, foram apreendidas 481,2 toneladas de defensivos ilegais. No primeiro semestre de 2013, a apreensão chegou a 19,5 mil toneladas. De 2005 a 2013, foram realizadas 46 operações especiais da Polícia Federal e mais cinco em conjunto com a Interpol, englobando o Mercosul. A aplicação de autuações aos agricultores chegaram a R$ 20 milhões. Com isso, o dirigente do Sindag estima que as apreensões de produtos ilegais evitaram que 6 milhões de hectares da produção de grãos deixaram de utilizar produtos contrabandeados.
Os impactos da logística no setor de insumos no Brasil foi o tema trazido pelo diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, que falou sobre as consequências dos problemas portuários sobre a entrega de insumos. Segundo Daher, o apagão logístico tirou US$ 5,1 bilhões do agronegócio no último ano. O diretor da Andef afirma que o País é dependente das importações de defensivos agrícolas e que estas estão concentradas no transporte marítimo, com 85% da entrada dos produtos no Brasil pelos portos, especialmente o de Santos, com 60%.
A preocupação com a destinação correta das embalagens de defensivos agrícolas foi o tema da apresentação do diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), João César Rando. A entidade é organizadora do sistema Campo Limpo, que faz a logística reversa das embalagens. Desde 2002, quando foi implantado o programa, 260 mil toneladas de recipientes dos produtos foram enviadas para a destinação correta. No primeiro semestre, o total foi de 21 mil toneladas, sendo 1,84 mil do Rio Grande do Sul. “É o único sistema de logística reversa que funciona 100%. O agricultor compra o produto em um ponto de venda e depois leva para o mesmo local, e tudo é feito com rastreabilidade”, declara Rando.

Fonte: Jornal do Comércio

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