Entenda a participação da China no porto de Paranaguá

Em 2018, grupo chinês adquiriu 90% do terminal de contêineres do complexo portuário que é o segundo maior do Brasil

13 de julho de 2020 às 09h51
Por Felipe Leon, de São Paulo

Porto de Paranaguá

Fonte: Appa/divulgação

Em 2016, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), empresa que administra o principal terminal do porto de Paranaguá, no Paraná, assinou a renovação antecipada do contrato de concessão, estendendo até 2048 o acordo que se encerraria em 2023. Com isso, a contrapartida oferecida pela empresa foi investir cerca de R$ 1,1 bilhão na área.

O porto paranaense é o segundo maior porto brasileiro em volume de movimentação de cargas, ficando atrás apenas do porto de Santos, em São Paulo. Paranaguá está localizado em um ponto estratégico para escoamento de produtos agrícolas do Brasil.

Em fevereiro de 2018, o grupo China Merchants Port Holding Company (CMPort) adquiriu 90% do TCP, que valia R$ 3,2 bilhões na época, passando a ter o controle da unidade. Trata-se de um dos maiores operadores de terminais de contêineres do mundo, que se autodenomina o maior desenvolvedor, investidor e operador de portos públicos da China.

O portfólio global do CMPort abrange 25 países e regiões e 41 portos, de acordo com informações do site do grupo. O conglomerado empresarial se beneficia do programa “Belt and Road”, implementado pelo governo chinês e que envolve desenvolvimento e investimentos em infraestrutura em diversos continentes.

Em outubro de 2019, a empresa chinesa finalizou as obras de expansão do terminal em Paranaguá, com investimentos que totalizaram mais de R$ 600 milhões, uma das maiores obras do setor portuário brasileiro nos últimos anos. Com isso, o terminal passou a ser o maior da América do Sul, de acordo com o site da empresa, com capacidade para operar 2,5 milhões de TEUs (unidade equivalente a 20 pés) por ano e de receber, de maneira simultânea, até três dos maiores navios que operam na costa brasileira.

Paranaguá

Neste ano, em virtude dos investimentos feitos e da competitividade dos produtos agrícolas brasileiros, o terminal tem batido sucessivos recordes de movimentação. Em maio, considerando também o terminal de Antonina, foi registrada a maior corrente de comércio da história do porto em um mês, com 5,71 milhões de toneladas, 44,5% maior que o mesmo período de 2019, com 3,95 milhões.

No acumulado do primeiro semestre, o melhor da história do porto, a movimentação total chegou a 28,2 milhões de toneladas, uma alta de 12,7% na comparação anual. As informações são da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.

Fonte: Canal Rural

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