Endividamento rural vem tomando proporções impagáveis a cada ano, afirma Homero Pereira

O deputado federal Homero Pereira (PR), membro das Comissões de Agricultura e do Meio Ambiente, afirma ser necessário elevar a renda do produtor. Segundo ele, o endividamento rural vem tomando proporções is generic cialis real impagáveis a cada ano. “Foram feitos alongamentos, mas não as medidas que correspondessem ao tamanho do problema”. Dados do mercado apontam dívida total dos produtores rurais no Brasil em R$ 130 bilhões.

Para viabilizar o crescimento no campo, os agricultores, representados pela Comissão de Agricultura, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a drugs without prescription Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), informa o deputado, estão reivindicando a redução das taxas de juros, a extensão do prazo de pagamento para até 2025, o recálculo do saldo das dívidas, a carência de um ano para início do pagamento e o tratamento dos contratos rurais inscritos na dívida ativa da União nas mesmas condições do crédito rural.

“Quanto a isso, o principal desafio é fazer com que as operações de crédito rural voltem a ser considerados como tal. A inadimplência do setor faz com que os débitos sejam inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), transformando-se em créditos fiscais.

As dívidas transferidas à União sofrem acréscimos indevidos, sem o consentimento dos mutuários, com multas, honorários advocatícios e taxas de juros inadequadas, fazendo com o valor devido suba até 300%”, ressalta.

De acordo com Homero, várias ações judiciais já deram ganho de causa aos produtores que alegaram serem devedores do crédito rural e não detentores de dívidas fiscais. A diferença é o valor do débito. Uma dívida de R$ 200 mil, contratada em 2001, estaria hoje em R$ 683 mil se incluída na DAU. Em condições de normalidade, este mesmo débito seria de R$ 233 mil.

O parlamentar lembra ainda que os custos da produção agrícola brasileira são os mais elevados do mundo. “Nem nos países mais pobres se têm uma carga tributária tão elevada como a nossa. As nossas condições de transporte, com estradas esburacadas ou sem pavimentação, bem como a excessiva concentração na modalidade rodoviária, impedem que o agricultor brasileiro concorra em condições de igualdade em outros mercados. Nossa ainda precária infraestrutura de armazenamento faz com que percamos anualmente milhares de toneladas de grãos e cereais por absoluta falta de condições de guardar nossas cada vez mais numerosas safras”, explica.

Homero pereira, também presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), destaca que o chamado “Custo Brasil” interfere negativamente não apenas nos setores do Comércio, da indústria, do Turismo e dos Serviços. “Esse fator que inibe um crescimento maior de nossa atividade produtiva é bem visível também na agropecuária”, diz.

Estudo

O parlamentar cita estudo, encomendado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que apontou a falta de infraestrutura como o principal entrave para a melhoria da renda do produtor nas últimas cinco safras. Segundo a pesquisa, os problemas de logística – estradas ruins e também preços dos combustíveis – representaram 70% do aumento dos gastos do agronegócio.

O estudo revelou que os problemas no setor de transportes foram mais graves que os impactos causados pelo câmbio, com a desvalorização do dólar frente ao real. “A reversão desse estado de coisas está no investimento no setor de transportes (hidrovias, ferrovias, portos, aeroportos e estradas), abastecimento, diminuição do percentual de impostos cobrados pelo Estado e maior flexibilização do uso da terra”, salienta.

Fonte: AgroNotícias

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