EMPRESAS E NEGÓCIOS – Mantiqueira quer ter 25% da sua produção de ovos no Brasil livre de gaiolas até 2025

Com um investimento de R$ 100 milhões, empresa importou tecnologia alemã para construir duas unidades cage free no interior de São Paulo

Unidade de Cabrália Paulista da Mantiqueira (Foto: Mantiqueira/Divulgação)

Unidade da Mantiqueira em Cabrália Paulista (SP) (Foto: Mantiqueira/Divulgação)

Maior produtora de ovos da América do Sul, com um volume anual de 2,3 bilhões de ovos (4,7% da produção nacional), o Grupo Mantiqueira anunciou na última semana que não investirá mais em novas unidades com sistema de produção com gaiolas, elevando a participação do sistema cage na oferta total da empresa para até 25% nos próximos 15 anos.

A medida, segundo o fundador e presidente do Grupo, visa “democratizar” o acesso a esses produtos. “É fazer em grande escala e, ao longo de dez anos, com que esse ovo seja democratizado e seja usado por todas as classes sociais”, afirma Leandro Pinto.

Ele também destaca que o mercado de ovos de galinhas livre de gaiolas não pode mais ser considerado um nicho, com preços até 50% mais caros que os ovos convencionais.

Com um investimento de R$ 100 milhões, a Mantiqueira importou tecnologia alemã para construção de duas unidades inteiramente cage free em Cabrália Paulista e Lorena, no interior de São Paulo, permitindo à empresa ganhar economia de escala na sua produção.

"O futuro não é mais galinha presa. O consumidor quer comer saudável e quer fazer o menos mal ao planeta. E cada dia essa onda vai ficando maior"

Leandro Pinto, fundador e presidente do Grupo Mantiqueira

Diferente das adaptações em galpões tradicionais, com alto custo, o novo modelo permitirá chegar preços finais mais próximos do ovo convencional. A distribuição dos ovos de galinhas livres de gaiolas atenderá incialmente, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

“Uma coisa é um gerente cuidando de 500 mil galinhas, outra é ele cuidando de um milhão de galinhas soltas. Isso permite ter escala, com fabricação de ração, classificação. É uma coisa completamente diferente do que era feito antes”, explica Pinto.

Ele ainda salienta que a Mantiqueira não abandonará a produção de ovos convencionais de uma hora para outra. “Não estamos assumindo o compromisso de acabar com o que a gente tem. Estamos assumindo o compromisso com futuro – e o futuro não é mais construir gaiolas”, conclui.

CLEYTON VILARINO

Fonte : Globo Rural

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