EMPRESAS E NEGÓCIOS – Bayer lança comercialmente a soja Liberty Link

Anúncio oficial foi feito na Expodireto Cotrijal, em Não-me-toque (RS). Tecnologia já era usada em milho, algodão e canola

empresas-bayer-soja (Foto: Divulgação/Bayer)

Intenção da Bayer é ganhar espaço onde há redução de eficiência do glifosato (Foto: Divulgação/Bayer)

Depois de dois anos de plantio experimental em cerca de 600 lavouras pelo país, a Bayer está lançando comercialmente a soja transgênica com a tecnologia conhecida como Liberty Link (LL). O anúncio oficial foi feito nesta terça-feira (8/3) pela multinacional na Expodireto Cotrijal, no município de Não-me-toque (RS).

O desenvolvimento da nova soja levou cerca de 10 anos entre pesquisas e o processo de registro e liberação. O uso comercial dependia apenas da aprovação no Brasil do princípio ativo glufosinato de amônia, ao qual a tecnologia é resistente. O herbicida, utilizado na fase de pós-emergência da planta, foi liberado no ano passado, abrindo caminho para o lançamento comercial.

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De acordo com a Bayer, a ideia é colocar no mercado uma “ferramenta adicional” ao manejo de plantas daninhas. E, desta forma, ganhar espaço principalmente onde há redução de eficiência do glifosato, oferecendo resistência a outro princípio ativo. O manejo considerado mais eficiente da planta envolve também uma boa dessecação e a utilização de herbicidas também na fase de pré-emergência.

“Há estimativas que apontam a existência de 30% a 40% de áreas de plantio de soja com a existência de plantas daninhas de difícil controle. Há um mercado expressivo que depende de novas tecnologias”, diz o diretor de negócios de sementes de soja da Bayer, Hugo Borsari. Engenheiro agrônomo, ele chegou à empresa no final de 2015.

Para a safra 2016/2017, a tecnologia será disponibilizada em até 11 variedades de soja, adaptadas às lavouras de diversas regiões do Brasil. Hugo Borsari não revela qual a demanda esperada pela empresa para esta temporada de estreia da semente, chamada de Credenz, nem o volume a ser colocado à venda.

Ainda conforme a companhia, a nova tecnologia já foi avaliada por autoridades regulatórias de diversos mercados, entre eles Austrália, Argentina, Canadá, União Europeia, Japão, África do Sul, Estados Unidos e China. A tecnologia é aplicada também no milho, algodão e canola.

POR RAPHAEL SALOMÃO

Fonte : Globo Rural

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