Empresa está se preparando para retomada do mercado de máquinas

Para a Screw chegar a este patamar de competição, inclusive em território norte-americano, onde estão as sedes dos grandes fabricantes de máquinas agrícolas, João Streit ressalta que houve uma especialização total no mercado chamado de screw conveyors.

Além disso contou com ações e investimentos constantes que ganharam um grande salto ainda em 2010.

A Screw começou a construir em 2010, e inaugurou em 2012, um pavilhão com 18 mil metros quadrados (hoje são 35 mil), em área de 73 hectares próximo das BR-153. Em 2019, passou a ampliar os investimentos para transformar a empresa em uma indústria 4.0, produzindo no sistema just in time. "Passamos a produzir não para estoque, mas o que o cliente precisa, com um potencial de montagem mais competitivo. Para o parque fabril da John Deere, em Horizontina, por exemplo, conseguimos produzir e embarcar 48 horas antes do dia que eles vão precisar para suas linhas de montagem de lá" , exemplifica Streit.

Mesmo com uma retração de 7,5% nas vendas no primeiro semestre do ano, a empresa segue de olho na retomada, que Streit avalia que virá em breve. Isso porque o setor do agronegócio brasileiro segue com recordes e bons preços. E mesmo que a produção de máquinas neste ano deva ficar em cerca de 4 mil unidades de colheitadeiras (ante até 10 mil de anos anteriores), avalia o executivo, a empresa está cadastrando currículos para futuras contratações. "O produto grão está valorizado, e o produtor com receita para comprar. O Rio Grande do Sul teve perdas, mas Brasil e América Latina têm recordes. As plataformas de milho, por exemplo, foram muito bem neste ano", diz Streit.

Com isso, a metalúrgica de Cachoeira do Sul estima que precisará de mais cem funcionários em breve. No Grupo Screw como um todo, calcula Streit, devem ser abertas 150 novas posições.

Hoje, são torno de 550 funcionários na companhia, 380 deles na Screw. "Após a pandemia, com grãos valorizados e a defasagem de compras de colheitadeiras, praticamente estagnadas desde 2013, voltaremos a um patamar de até 8 mil colheitadeiras. Precisamos estar preparados para isso", comemora.

Fone: Jornal do Comércio

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