Embrapa Trigo apresenta cultivares para safra 2012

Semeadura que começa na região Sul terá quatro novas opções

Divulgação/Canal Rural

Foto: Divulgação/Canal Rural

Embrapa apresentou quatro novas cultivares

Todos os anos, novas opções em cultivares de trigo são postas no mercado. Atualmente, são mais de 30 cultivares a disposição dos triticultores, de diferentes classes comerciais e com diversos padrões de resposta à tecnologia de produção. Para a semeadura que começa nas regiões frias do Sul do Brasil, a Embrapa Trigo está com quatro novas cultivares de trigo: BRS 296, BRS Guamirim, BRS 327 e BRS Tarumã.
Para o pesquisador da Embrapa Trigo, Ricardo Lima de Castro, antes de escolher a cultivar de trigo, o produtor precisa ficar atento às exigências do mercado e às características região de cultivo.
— É preciso seguir recomendações básicas da pesquisa, como fazer escalonamento nas épocas de semeadura, investir em cultivares de ciclos diferentes e seguir o zoneamento indicado para a região — explica Castro, destacando que, no momento, a indústria demanda trigos da classe comercial pão, tendência que deve nortear a escolha do produtor.
A definição da cultivar precisa considerar, ainda, o investimento tecnológico que cada cultivar exige. Algumas cultivares, respondem ao investimento, com porte baixo que permite aumentar o volume de adubação nitrogenada (N), garantindo bom rendimento e deixando residual do adubo para a lavoura de verão. Mas se a capacidade de investimento for pequena, deve-se optar por cultivares mais rústicas, aptas a áreas de menor fertilidade e grande resistência a doenças.
Características agronômicas das principais cultivares da Embrapa Trigo para a Região Sul
BRS Guamirim: trigo pão, porte baixo, ciclo superprecoce (125 dias). Boa resistência às principais doenças, com destaque para a moderada resistência à giberela. Na semeadura, evitar áreas mal drenadas ou com histórico de vírus do mosaico do trigo. Tem bom perfilhamento e rendimento de grãos médio de 3,7 mil kg/ha (potencial acima de 7 mil kg/ha em experimentação).

BRS 296: Trigo doméstico, com baixo custo de produção em função da rusticidade. Melhor performance em relação às doenças entre as cultivares disponíveis no mercado, com destaque para resistência de planta adulta para ferrugem da folha. Opção rentável sob condição de baixo a médio investimento. Rendimento médio de 3,6 mil kg/ha (no ensaio estadual de cultivares, o rendimento chegou a 85 sacos/ha, sem a aplicação de fungicida).

BRS 327: Trigo pão, com farinha branca e elevado PH. Ciclo precoce e moderada resistência às doenças. Apresenta melhor retorno associando rendimento de grãos (3,9 mil kg/ha) e qualidade. Trigo com estatura média/alta, suporta adubação de até 50 kg N/ha, doses maiores exigem uso de redutor de crescimento.

BRS Tarumã: trigo destinado à integração lavoura-pecuária, com aptidão ao duplo propósito (pastejo e produção de grãos), com ciclo tardio (162 dias) que permite a semeadura antecipada, alta capacidade de perfilhamento, resistência ao pisoteio e bom rebrote. Rendimento de grãos médio de 3 mil kg/ha, com produção de forragem 30% superior à produção de matéria seca da aveia preta. Classe doméstica e resistência à ferrugem da folha.

Fonte: Ruralbr | RÁDIO GAÚCHA E EMBRAPA TRIGO

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