Embarques de café cresceram 30% em agosto

O Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café em agosto passado, 30,4% acima do embarcado em igual mês de 2017, segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). O volume, que inclui café verde, torrado e moído e solúvel, foi o maior desde outubro de 2015, informou o conselho.

Do total exportado no mês, 2,54 milhões de sacas foram café arábica, 11,6% mais que em agosto de 2017. No caso do conilon, as vendas cresceram 1.693,1%, para 537,43 mil sacas. A alta expressiva se deve à base de comparação baixa em agosto de 2017, pois naquele período a oferta ainda era afetada pela quebra na safra do conilon devido à seca no Espírito Santo.

Os embarques de café industrializado cresceram 7,9%, para 329,38 mil sacas em agosto. Dentro dos industrializados, as exportações de solúvel somaram 327,53 mil sacas no mês passado, alta de 7,9%.

De acordo com o Cecafé, os embarques geraram uma receita de US$ 470,65 milhões em agosto, com alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2017. Os volumes maiores foram estimulados pela valorização do dólar ante o real. Mas o câmbio também contribuiu para a queda de 15,6% no preço médio do café na exportação, que ficou em US$ 138,24 por saca.

Considerando o acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de café somaram 20,47 milhões de sacas, com alta de 4,5% em relação a igual intervalo do ano passado. A receita no período, porém, recuou 7,5%, para US$ 3,1 bilhões, segundo o Cecafé.

Do volume de café verde embarcado no ano, 16,71 milhões de sacas foram arábica (queda de 2,5%) e 1,41 milhão de sacas de conilon (alta de 763,5%).

"Os resultados das exportações do café brasileiro no mês de agosto apresentaram, conforme prevíamos, um crescimento muito significativo, registrando um dos maiores volumes mensais dos últimos dois anos. Com a boa safra e a colheita praticamente encerrada, os números confirmam o ótimo desempenho do café arábica, bem como a forte recuperação do café conilon", disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, em nota, destacando ainda a "excelente qualidade do produto brasileiro".

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo

Fonte : Valor