Emater amplia índice de perda das lavouras

A Emater elevou em um milhão de toneladas o prejuízo causado pela seca no arroz, no feijão, no milho e na soja no RS. Levantamento divulgado ontem indica frustração de 5,06 milhões de toneladas de grãos frente à estimativa inicial de colheita de 23,74 milhões de t, recuo de 21,31%. Já o impacto no Valor Bruto de Produção (VBP) saltou de R$ 2,22 bilhões para R$ 2,89 bilhões. Se comparada com a safra passada, a queda é mais significativa: 7,8 milhões de t (29,53%). Apesar das chuvas terem ajudado, não foram capazes de reverter estragos consolidados. As maiores evoluções de perdas ocorrem na soja (de 14,99% para 22,33%) e no feijão (0,83% para 6,47%). O estudo foi feito entre 16 e 25 de janeiro.

Já o segundo levantamento da Farsul arrefeceu as perdas e indicou queda de R$ 4,9 bilhões no VBP com a quebra de 30% da safra, cuja expectativa de colheita somava 25 milhões de t. Na semana passada, os números eram de R$ 5,3 bilhões e 33%. A Farsul indica queda de 11% no arroz, 22% no fumo, 48% no milho e 34% na soja. A disparidade nos números, segundo o assessor da Farsul, Antônio Luz, deve-se à diferença na base inicial. O IBGE previu 1,2 milhão de t acima da Emater.

O presidente da Emater, Lino de David, alerta que 20% das lavouras de milho, nas regiões Leste e Sul, estão em desenvolvimento, o que pode resultar em boa produtividade, já que têm sido favorecidas pela chuva. Na soja, 47% da área entra na fase crítica em áreas de menor precipitação. Segundo a MetSul, o calor e o tempo seco devem resultar em perda de umidade do solo, mas a chuva volta na primeira semana de fevereiro.

Fonte  Correio do Povo

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