El Niño

O drama do agricultor Carlos Alberto Araújo, de Santo Ângelo, infelizmente se repete em muitas outras propriedades da região Noroeste. Colher a soja representaria um prejuízo a mais em uma safra marcada por uma quebra de mais de 50% na lavoura. Isso eleva a contabilidade final das perdas, com reflexos na economia gaúcha por pelo menos mais um ou dois anos. Dívidas terão de ser renegociadas, e a capacidade de investimento dos produtores ficará afetada. A roda da economia gaúcha vai girar mais lentamente em decorrência da frustração deste ano. Mas, pelo menos, há uma boa perspectiva no horizonte: a cada semana, a meteorologia recolhe indícios de que, passado o período atual de neutralidade climática, que se segue ao La Niña, o Estado pode ser afetado pelo fenômeno El Niño, já a partir de setembro. El Niño, no verão gaúcho, tem sido sinônimo de chuvas regulares e boas colheitas. Nem tudo está perdido.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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