ECONOMIA – Experiência é mais valorizada que formação acadêmica em contratações do agronegócio

Levantamento feito pela Robert Half junto a recrutadores apontou que o setor é o que mais valoriza a indicação nos processos de recrutamento e seleção

Na hora de contratar, os recrutadores que atuam em empresas do agronegócio dão mais prioridade à experiência profissional do que à formação acadêmica dos candidatos.

É o que aponta pesquisa feita pela Robert Half, empresa que realiza recrutamento especializado para diferentes setores econômicos, junto a 742 profissionais que atuam em recrutamento e seleção.

fazendeiro-fazenda-campo-por-do-sol-horizonte-interior-homem-pessoa (Foto: Thinkstock)

Apesar de ser o fator menos citado, formação acadêmica pode ser decisiva em processos seletivos mais concorridos (Foto: Thinkstock)

Do total, cerca de 5% dos entrevistados atuavam no agronegócio, sendo este o setor onde os recrutadores mais dão importância à indicação profissional.

Entre nove possíveis fatores a serem considerados na hora de contratar, 54,3% deles apontaram a indicação por pessoas relevantes no mercado ou na academia como o mais importante ante uma média de 31% no universo total da pesquisa.

O diretor da área de Recrutamento Executivo da Robert Half, Mário Custódio, explica que o agro é um setor que exige conhecimentos específicos e onde a relação com clientes e fornecedores é muito valorizada.

“Se a pessoa só tem uma formação boa, um teórico bem desenvolvido, mas não tem aquela experiência do setor, passa a ser menos relevante no momento de contratar”, explica Custódio.

Ele ressalta, contudo, que o fato de a formação acadêmica ter sido apontada como mais relevante por apenas 11% dos recrutadores do agronegócio ante uma média de 32% na amostra total da pesquisa não significa que ela não seja importante.

“Num cenário com dois candidatos empatados, e onde um tem a formação melhor que outro, quem tiver uma melhor formação vai ter vantagem competitiva”, explica o executivo ao lembrar que a decisão de contratar é embasada num conjunto de fatores.

“A decisão de contratar não é embasada num fator único. É colocado o que é prioridade e tem mais peso. Mas, isoladamente, isso não significa nada. Por mais que a formação esteja lá embaixo no ranking de relevância, a gente precisa lembrar que tudo depende da carreira do profissional e para qual vaga ele está se candidatando”, completa Custódio.

CLEYTON VILARINO

Fonte : Globo Rural

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