ECONOMIA – Deere registra lucro líquido de US$ 722 mi no 4º tri fiscal de 2019

O lucro líquido ajustado caiu 8,9% na comparação anual, atingindo US$ 681 milhões

A fabricante de máquinas agrícolas norte-americana Deere & Company registrou lucro líquido de US$ 722 milhões, ou US$ 2,27 por ação, no quarto trimestre fiscal de 2019, encerrado em 3 de novembro. O resultado representa recuo de 8% ante o registrado em igual período do ano anterior, de US$ 785 milhões, ou US$ 2,42 por ação. Na mesma linha, o lucro líquido ajustado caiu 8,9% na comparação anual, atingindo US$ 681 milhões ou US$ 2,14 por ação no quarto trimestre fiscal de 2019, ante US$ 2,30 por ação em igual trimestre do ano passado.

A receita no período foi de US$ 9,9 bilhões, superior em 5% ao obtido no mesmo intervalo de 2018, de US$ 9,4 bilhões. As vendas líquidas de equipamentos da companhia também avançaram, passando de US$ 8,3 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2018 para US$ 8,7 bilhões no quarto trimestre fiscal deste ano. Analistas consultados pela FactSet esperavam lucro líquido de US$ 2,12 por ação, lucro líquido ajustado de US$ 2,13 por ação e receita de US$ 8,47 bilhões. O CEO da companhia, John May atribuiu o desempenho no trimestre às incertezas contínuas do setor agrícola. "As tensões comerciais persistentes, aliadas a um ano de condições difíceis de cultivo e colheita, fizeram com que muitos agricultores se tornassem cautelosos ao fazer grandes investimentos em novos equipamentos", disse May, em comunicado divulgado para a imprensa.

No segmento de equipamentos de agricultura e jardinagem, a Deere registrou receita de US$ 5,8 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2019, alta de 3%, ante o obtido em igual intervalo do ano anterior de US$ 5,6 bilhões. O lucro operacional do segmento recuou 7%, de US$ 567 milhões para US$ 527 milhões. Segundo a companhia, as vendas do setor aumentaram por causa do maior volume de embarques e revisão de preços de produtos.

Para o ano fiscal de 2020, a companhia estima que o lucro líquido fique entre US$ 2,7 bilhões e US$ 3,1 bilhões, refletindo "incertezas nas operações de equipamentos". No segmento de equipamentos de agricultura e jardinagem, a companhia espera queda de 5% a 10% nas vendas. A empresa afirmou também que as vendas da indústria de equipamentos agrícolas nos Estados Unidos e no Canadá devem cair 5% em meio à menor demanda por equipamentos de grande porte. As vendas de equipamentos na União Europeia, bem como as vendas de tratores e colheitadeiras na América do Sul provavelmente também serão baixas, projeta a empresa.

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Fonte : Globo Rural