Economia com preços mínimos

O dólar valorizado em relação ao real deverá levar o Ministério da Agricultura a economizar recursos para cobrir parte das obrigações previstas na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) nesta safra 2015/16. Boa notícia para o governo em geral, que ainda tem dificuldades para aprofundar seu ajuste fiscal, e em particular para a Pasta, que já sofreu cortes em seu orçamento.

De acordo com o diretor de comercialização e abastecimento do ministério, José Maria dos Anjos, devido aos preços mais elevados de produtos como o milho no mercado doméstico, não há, atualmente, previsão de gasto algum para cobrir preços mínimos. "Acreditamos que o mercado andará sozinho. O dólar está dando sustentação às cotações em real", disse ele durante o XXII Congresso Internacional do Trigo, em Atibaia (SP).

Para este ciclo 2015/16, o ministério conta para a PGPM com um orçamento de R$ 4,35 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão para formação de estoques (Aquisição do Governo Federal) e R$ 2,65 bilhões para políticas de equalização de preços tais como Pepro (Prêmio Equalizador pago ao Produtor) e PEP (Prêmio para Escoamento de Produto).

O diretor afirmou que cerca de R$ 600 milhões do orçamento de 2015/16 estão sendo usados para realizar equalizações de preço de milho, trigo e algodão contratados ainda na temporada 2014/15, mas que tiveram a documentação entregue somente nesta safra.

No caso do trigo, José Maria dos Anjos lembrou que a última vez que o cereal demandou investimentos mais significativos do governo foi em 2012, quando foram destinados R$ 432 milhões para equalizar os preços de cerca de 2,7 milhões de toneladas do cereal.

Por Fabiana Batista | De Atibaia (SP)

Fonte : Valor

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