ECONOMIA – Agro gerou mais de 113 mil empregos formais de janeiro a maio de 2021

De acordo com a CNA, é o melhor resultado para o período desde 2012

A agropecuária brasileira gerou 113.247 postos de trabalho com carteira assinada no acumulado de janeiro a maio deste ano. É o melhor resultado para o período desde 2012, de acordo com informe da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Fazenda O’Coffee: Manejo do café por funcionários (Foto: Rogerio Albuquerque)

Cafeicultura foi uma das responsáveis pela região Sudeste liderar a geração de empregos na agropecuária em maio (Foto: Rogerio Albuquerque)

Na nota técnica, a CNA ressalta que o bom resultado dos primeiros cinco meses do ano significa apenas uma compensação de perdas sofridas no mercado formal de trabalho no mesmo período no ano passado. A entidade destaca que, no período, apenas o setor agropecuário registrou um número maior de contratados do que de demitidos.

“A necessidade de se implementar novas medidas de isolamento social em razão do recrudescimento da pandemia neste início de ano provocou uma desaceleração na recuperação esperada para o emprego em 2021. Além disso, o ainda baixo percentual da população plenamente imunizadas (que receberam a 2ª dose) ainda afeta o desempenho de muitas atividades econômicas”, avalia a CNA.

Ainda assim, a avaliação da entidade é de que o mercado formal de trabalho vem respondendo ao avanço da vacinação e à recuperação da economia. A CNA destaca em sua nota técnica que, no mês de maio, a geração de empregos com carteira assinada foi maior que a de abril, com destaque, principalmente, para serviços e comércio.

A agropecuária encerrou o mês de maio com a geração líquida de 42.426 vagas, respondendo por 15,2% do resultado geral. A região Sudeste foi destaque, principalmente por causa da colheita de lavouras como café, cana e laranja. Nordeste, Centro-oeste e Norte também geraram empregos, enquanto, no Sul, o a agropecuária perdeu postos de trabalho no período.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : GLOBO RURAL

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