Dívidas complicam acesso a juro baixo

Seca aumentou inadimplência, o que pode dificultar acesso ao crédito

Bem recebido por produtores, o crédito de R$ 115,25 bilhões para irrigar a agricultura empresarial chega aliado à esperada redução no juro. O custo passará de 6,75% para 5,5% – no caso dos médios produtores, para 5%–, mas ainda ficou acima do esperado.
Entidades como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), tinham expectativa de que o percentual variasse entre 4% e 4,5%. Para o professor de finanças públicas Roberto Piscitelli, porém, comparado ao crédito oferecido no mercado, o juro é razoável. Na prática, representa redução no custo de produção. Mas um dos maiores gargalos ainda é a inadimplência dos produtores rurais, o que impossibilita o acesso ao crédito, acrescenta Denise Barros de Azevedo, especialista em agronegócios da Universidade de Brasília (UnB).
É a dificuldade de acesso aos recursos, agravada pelo endividamento e pela seca no Estado, o que preocupa o presidente da Farsul, Carlos Sperotto. Ontem, no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, que reserva no mínimo R$ 17 bilhões para o Estado, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, acenou com a promessa de negociação das dívidas nos próximos meses:
– Iremos tratar das dívidas de forma regionalizada, na hora certa.
Outra boa notícia para os gaúchos atingidos pela estiagem é um programa específico para a irrigação, a ser lançado no segundo semestre.
– Além da ampliação do seguro agrícola, é preciso um plano direcionado para amenizar os efeitos da falta de chuva no campo – adiantou o secretário executivo do ministério, José Carlos Vaz.
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LETÍCIA LUVISON E MAIRA GATTO | BRASÍLIA

Fonte: Zero Hora

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