DPA investe para ganhar eficiência e diminuir custos

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Theo Spierings, CEO da Fonterra (esq.), Gian Carlo Aubry, da DPA, e Paul Bulcke, CEO da Nestlé SA: confiança no Brasil

A DPA – Dairy Partners Americas, joint venture entre a multinacional suíça Nestlé e a cooperativa de lácteos neozelandesa Fonterra, inaugurou ontem seu novo centro de distribuição em Araras, no interior de São Paulo O CD, que absorveu investimentos de R$ 87 milhões, é integrado à fábrica da DPA instalada no município, tem 4,6 mil metros quadrados e cerca de 7 mil posições para o armazenamento de paletes de lácteos refrigerados.

Com a nova unidade, todos os produtos da DPA, que eram enviados ao centro de distribuição da Nestlé em Cordeirópolis, também no interior paulista, e ao operador logístico da empresa, passam a ser estocados em Araras. A operação deve gerar uma economia de recursos da ordem de R$ 9 milhões por ano, além de mais eficiência no armazenamento e na distribuição e de uma redução da emissão dos gases gerados pelo transporte dos produtos, de acordo com a empresa.

Segundo Gian Carlo Aubry, CEO da DPA, o Brasil é um dos mercados "mais estratégicos" para a companhia e a construção do CD em Araras é um marco para a operação. "Acreditamos que a nova estrutura trará impactos muito positivos à nossa produção e distribuição. (…) No médio e longo prazos, isso se traduzirá em benefícios para toda a cadeia láctea, desde o produtor até o consumidor".

Em um sinal claro da importância do investimento, o CEO da Nestlé SA, Paul Bulcke, e Theo Spierings, CEO da Fonterra, participaram da inauguração de ontem. Em encontro com jornalistas antes do evento, ambos afirmaram que o Brasil é um mercado-chave para o avanço da DPA.

Segundo a empresa, o novo centro de distribuição, que é integrado à fábrica de lácteos refrigerados da DPA, utiliza uma tecnologia que aumenta em 50% a capacidade de armazenamento em comparação com sistemas convencionais.

Um dos diferenciais é o processo de resfriamento dos produtos: há três túneis que saem da linha de produção diretamente para a área de armazenagem. Esses túneis têm uma tecnologia de resfriamento que faz com que produtos que saem da linha de produção com temperaturas distintas passem por uma esteira em velocidades diferentes e cheguem à area de armazenamento com temperatura entre 2 e 4 graus.

Além de permitir maior capacidade de armazenamento, o sistema reduz a circulação de empilhadeiras e torna a operação mais segura, segundo a DPA.

A concentração das operações de produção, resfriamento e distribuição em um único local e o deslocamento direto para o cliente permitirão reduções anuais de quase 150 mil litros no uso de óleo diesel e de 400 toneladas por ano nas emissões de CO2, segundo Aubry. A unidade de lácteos da DPA em Araras produz refrigerados como iogurtes, sobremesas e petit suisse, comercializados com a marca Nestlé.

A joint venture tem 14 fábricas em cinco países da América do Sul. Além do Brasil, está em Argentina, Colômbia, Equador e Venezuela América do Sul. A companhia processa por ano cerca de 3 bilhões de litros de leite e comercializa cerca de 240 produtos. Só no Brasil, a companhia captou cerca de 2 bilhões de litros de leite em 2012. No país, a DPA tem 5 mil fornecedores diretos de leite e 40 mil indiretos.

A jornalista viajou a convite da DPA

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Fonte: Valor | Por Alda do Amaral Rocha | De Araras (SP)

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